Ódio

Autor: David Moody
Editora: Editorial Presença
Ano de Edição: 2010
Título Original: Hater
Tradução: Saul Barata
ISBN: 978-972-23-4421-0
N.º Pág.: 261
“Todos os dias, Danny McCoyne sai de casa para um emprego que apenas tolera por ter de assegurar a sua sobrevivência e a da sua família. Mas em breve este homem vai descobrir o que verdadeiramente significa sobreviver. De um momento para o outro, começam a ocorrer um pouco por toda a parte cenas de violência extrema. Sem que ninguém saiba explicar porquê, qualquer transeunte normal pode tornar-se de repente um assassino impiedoso que ataca aleatoriamente. À medida que esta estranha epidemia vai alastrando, Danny sente-se na obrigação de proteger a família – mas como quando já não pode confiar em ninguém, incluindo em si próprio…?”.
Ódio retrata o declínio da sociedade face a uma epidemia que se alastra de forma, aparentemente, aleatória, no espaço de cerca de uma semana e meia.
Ao abrir este livro somos logo confrontados com um episódio bastante chocante, sem uma explicação plausível, no qual um homem ataca uma mulher de oitenta anos, no meio de uma rua, com um guarda-chuva, espetando-o na sua barriga até que a mesma morre. Logo de imediato, o mesmo homem vira-se contra outras pessoas que o rodeiam. Sobre a origem destes ataques, apenas sabemos que é o potencial assassino que se sente ameaçado e que, em pânico, mata para não ser morto.
A personagem principal, Danny, vai descrevendo num registo diário a sua vida familiar, a saturação perante a sua supervisora, Tina, e os violentos ataques a que vai assistindo. Inicialmente pensa-se ser mais uma onda de violência mas rapidamente apercebe-se da evolução catastrófica da situação.
Ao longo do livro, a separação entre a narração de Danny e os casos de violência que vão ocorrendo vai-se esbatendo até que o mal entra em sua própria casa.
Nunca tinha lido nenhuma obra que se inserisse neste género literário nem nunca me tinha ocorrido adquirir um livro dentro deste estilo. Revelou-se num género que me atrai, li este livro em dois ou três dias e a velocidade de leitura foi aumentando com o virar de página, acompanhada por um nível de tensão e suspense cada vez maior.
A escrita de Moody é muito simples e corrida, algo que não aprecio tanto, mas a intensidade com que descreve os momentos de novos ataques é surpreendente.
Porém, à chegada da página final, fiquei um pouco desapontada... claro que é o primeiro livro de uma trilogia e que, provavelmente, muitas das minhas dúvidas serão explicadas nos próximos livros mas, de qualquer forma, penso que o autor podia ter desenvolvido aquilo que está na origem deste mal. A razão é-nos dada mas não explicada.
Para quem procura uma leitura mais empolgante, aconselho!
Aproveito ainda para agradecer à Editorial Presença que me disponibilizou este livro e que, sem querer, me entusiasmou na descoberta deste género literário. Obrigada!
Be.
P.S: E cá aguardo por mais! =D