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Às 23h

Livros na Minha Cabeceira

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Sugestões e Promoções de Livros - Presença

Sara, 03.07.20

Apesar da situação atípica que se vive, também este ano teremos em Lisboa, a Feira do Livro no Parque Eduardo VII. Irá decorrer durante 18 dias, entre 27 agosto a 13 setembro 2020.


Mas, para quem quiser fazer umas comprinhas para este verão, há boas oportunidades em várias editoras!

 

Na Presença, muitos livros estão com desconto de 60%. Trago apenas algumas sugestões, pois a oferta, além de boa, é enorme!

"O Assassinato de Margaret Thatcher é uma coletânea de contos brilhante e bastante transgressora de uma das escritoras mais aclamadas internacionalmente.

No conto «Vírgula», a crueldade da infância vive-se por trás dos arbustos; em «Harley Street» enfermeiras confrontam-se sobre algo mais do que simples problemas profissionais (...)

Hilary Mantel - já distinguida duas vezes com o Man Booker Prize com as obras Wolf Hall O Livro Negro"

 

"Ao longo destas páginas, somos conduzidos por Gomes Eanes de Zurara, pelo alferes-mor do rei, João Gomes da Silva e ainda pelo olhar de uma terceira personagem: o Infante D. Henrique, informador privilegiado de Zurara, seu amigo pessoal e, sem dúvida, o principal herói da Crónica da Tomada de Ceuta.
Aqui se fala de guerra e de grandes heróis. Mas também de paz e do contributo de muita gente anónima para conservar aquela que foi, durante mais de quatro décadas, a única possessão ultramarina portuguesa."

 

"(...) Serão precisos mais 12 anos e uma segunda viagem a terras indianas antes de Passagem para a Índia, a grande obra literária de E. M. Forster, ser publicada. Durante esse tempo, Morgan conquistará um profundo conhecimento de si próprio e da infinita complexidade da natureza humana, que se irá refletir no seu famoso romance.

Verão Ártico é uma obra-prima que lança um olhar sobre a vida, a época e a luta para se encontrar a si próprio de um dos maiores romancistas britânicos"

 

"Integrado numa equipa de oito investigadores, Sime viaja com destino ao golfo St. Lawrence. Com apenas dois quilómetros de largura e três de comprimento, Entry Island tem uma população de pouco mais de 130 pessoas e o habitante mais rico acabou de ser assassinado na sua própria casa.
Todas as provas apontam para um crime passional e a mulher da vítima é considerada a assassina vingativa. Mas, para Sime, a investigação fica virada do avesso quando se vê frente a frente com a principal suspeita e se convence de que a conhece - embora nunca se tenham encontrado antes."

 

"O Mistério do Talismã Mágico é o segundo volume das aventuras de Lewis Barnavelt, série bestseller do The New York Times, iniciadas com O Mistério da Casa do Relógio.

Lewis está convencido de que uma velha moeda, que pertenceu ao seu bisavô Barnavelt, é na realidade um talismã mágico. (...) No entanto, assim que passa a usar a moeda ao pescoço como um amuleto, coisas estranhas começam a acontecer. Cartas misteriosas chegam na calada da noite. Uma figura sombria parece segui-lo. Será que Lewis despertou uma força que nem ele consegue controlar?

 

"Philip Pullman regressa ao universo de Mundos Paralelos com O Livro do Pó.
Malcolm Polstead tem onze anos. Os pais gerem A Truta, uma estalagem muito frequentada nas margens do rio Tamisa, perto de Oxford. Malcolm é muito atento a tudo o que o rodeia, mas sem chamar a atenção dos outros. Talvez por isso, fosse inevitável vir a tornar-se num espião. É na estalagem que ele, juntamente com o seu génio Asta, descobre uma intrigante mensagem secreta sobre uma substância perigosa chamada Pó. (...) A trilogia Mundos Paralelos vai ser adaptada a série de televisão pela BBC One."

 

"Deixo-te Para Não te Perder é um romance surpreendente sobre o que acontece quando o amor se dissipa. E sobre continuarmos apaixonados, lutarmos pelo amor, renunciarmos a ele ou entregarmo-nos com toda a nossa alma. É, sobretudo, a história de um casal preso a um velho arquétipo, mas à procura de um novo caminho rumo à felicidade."

 



"Ninguém me Ama é a comovente história de Vicky, uma menina que chega a casa de Angela indesejada depois de sofrer anos de abuso emocional às mãos da mãe. Com pavor de um dia regressar a casa, Vicky é assombrada por muitos demónios e pesadelos.

Este livro conta a inspiradora história da determinação de Angela em libertar Vicky. Baseado na vida real, é um livro comovente, que retrata a força do amor em casos de maus-tratos infantis."

 

"O Papa morreu.
Por detrás das portas trancadas da Capela Sistina, cento e dezoito cardeais vindos de todo o planeta preparam-se para votar na eleição mais secreta do mundo.
São homens santos. Mas têm ambições. E têm rivais.
Ao fim das próximas setenta e duas horas, um deles tornar-se-á a figura espiritual mais poderosa da Terra.
Conclave é o novo thriller do mestre da intriga e ação, Robert Harris."

 

"Scarlett Dragna nunca saiu da pequena ilha onde ela e a irmã, Tella, vivem sob a vigilância do seu poderoso e cruel pai. Scarlett sempre teve o desejo de assistir aos jogos anuais de Caraval. Caraval é magia, mistério, aventura. E, tanto para Scarlett como para Tella, representa uma forma de fugirem de casa do pai. Quando surge o convite para assistir aos jogos, parece que o desejo de Scarlett se torna realidade. No entanto, assim que chegam a Caraval, nada acontece como esperavam. Legend, o Mestre de Caraval, sequestra Tella, e Scarlett vê-se obrigada a entrar num perigoso jogo de amor, sonhos, meias-verdades e magia, em que nada é o que parece. Realidade ou não, ela dispõe apenas de cinco noites para decifrar todas as pistas que conduzem até à irmã, ou Tella desaparecerá para sempre..."

 

"Anna e Marina não se veem há muitos, muitos anos. Inseparáveis durante a infância nas praias ensolaradas de Maiorca, afastaram-se cada vez mais.
Quando descobrem que herdaram um moinho com uma padaria, as duas irmãs mal podem esperar para se livrar dele e continuar com as suas vidas. Mas, no momento da assinatura do contrato de venda do imóvel, Marina volta atrás. As circunstâncias e motivações por detrás da doação são demasiado misteriosas para serem ignoradas: quem era María Dolores? Que tipo de ligação tinha com elas essa mulher?
Uma Herança de Amor é um romance sobre a amizade feminina, segredos e coragem."

 

"Os Viajantes é a sequela de Os Passageiros do Tempo.
Etta Spencer não sabia que era uma viajante até ao dia em que emergiu a quilómetros e a anos da sua casa. Agora que lhe roubaram o objeto poderoso que era a sua única esperança de salvar a mãe, Etta encontra-se presa mais uma vez, longe do seu tempo e de Nichola, corsário do século XVIII por quem se apaixonou. Quando se vê no coração do inimigo, promete terminar o que começou e destruí-lo de uma vez por todas. Mas é surpreendida com uma revelação bombástica sobre quem é o seu pai. De repente, questionando tudo pelo que lutou, Etta tem de escolher um caminho que poderá transformar o seu futuro."

 

E estes são apenas 12 livros de uma lista enorme de livros a descobrir este verão.

 

Já leste algum desta lista? Partilha o que achaste da leitura!



Abril: Novidades Presença

Sara, 04.04.13

 

Sinopse: No ano de 1968, Israel esteve por detrás do desaparecimento de 200 toneladas de urânio, material destinado a dotar o Egito da bomba atómica com a ajuda da União Soviética. Contudo nunca se conseguiu determinar como é que um carregamento daquele minério, suficiente para produzir 30 armas nucleares, desapareceu no mar alto sem deixar provas que comprometessem Israel. Follett pegou nesta enigmática ocorrência e criou a partir dela um thriller único, onde um suspense de alta voltagem se combina com factos históricos.

 

 

 

Sinopse: O novo romance de Mark Haddon, A Casa Vermelha é a evocação magistral de uma família problemática que tenta reatar os laços que o tempo foi afrouxando. Richard, recém-casado em segundas núpcias, decide reaproximar-se da irmã, Angela, e convida-a, e à família, a passar uma semana de férias numa casa que alugou junto da fronteira galesa. Mas, quando os oito elementos da família se reúnem na tranquila paisagem de campo, as inquietações, os segredos e as crises latentes em cada um deles irrompem com inesperada violência a superfície da normalidade. Uma abordagem única da vida familiar e das relações humanas.

 

 

 

Sinopse: Com um enredo genial e uma excelente caracterização, Anthony Horowitz criou um novo policial de Sherlock Holmes, captando totalmente o espírito dos livros originais de Sir Arthur Conan Doyle. Holmes regressa com a inteligência, a subtileza e o poder de dedução que fizeram dele o mais famoso detetive de sempre e, com ele, o seu inseparável amigo e biógrafo Watson. Os acontecimentos relatados nestas páginas figuram, segundo Watson, entre os mais sensacionais da carreira de Sherlock Holmes... A Casa da Seda é um livro que se recomenda vivamente aos fãs de Sherlock Holmes e a todos aqueles que apreciam um policial de excelência.

 

 

 

Sinopse: Em 1833, em Lisboa, cinco monges reúnem-se para decidir o destino a dar a uma caixa secreta e à sua chave. Muitos anos depois, uma família ainda as guarda, escondidas do mundo através das gerações. Mas há alguém que entende que é a chegada a hora desse poder lhe pertencer e está decidido a encontra-las e a fazê-las mudar de mãos.

Os protagonistas de Inverno de Sombras são seres mágicos, feiticeiros poderosos sedentos de sangue. Entre guerras e lutas, nasce uma história de amor inesquecível. Difícil será distinguir quem são os bons e os maus nesta trama.

Numa autêntica caça ao tesouro, as peças vão-se movendo como um jogo de xadrez, com momentos em que o tempo para e é preciso suster a respiração.

Errar é Divino

Sara, 22.01.11

 

 

Autor: Marie Phillips

Editora: Editorial Presença

Ano de Edição: 2009

Título Original: Gods Behaving Badly

Tradução: Ana Mendes Lopes

ISBN: 978-972-23-4251-3

N.º Pág.: 281

 

 

“Se os deuses são imortais, onde será que vivem e o que será que fazem em pleno século XXI?

A resposta poderá surpreendê-lo. Sim, os deuses do Olimpo estão vivos, mas, como os seus poderes já não são o que eram porque já ninguém os venera, o seu dia-a-dia é muito pouco lisonjeiro. Forçados a coabitar numa casa decrépita em Londres há já vários séculos, vêem-se também obrigados a dedicar-se a ocupações terrivelmente mundanas: Artemisa passeia cães, Dionísio é DJ numa discoteca, Afrodite atende chamadas eróticas e Apolo trabalho como apresentador de televisão. Mas por causa de uma briga entre estes dois últimos, nada vai voltar a ser como dantes. Afrodite pede a Eros que dispare uma das suas setas contra Apolo para se vingar dele… e o caos instala-se. Apolo apaixona-se por uma mera mortal e, quando os dois mundos chocam, as consequências são hilariantes.”

 

Este foi um dos livros que mais me decepcionou em 2010. Antes de o comprar, li o excerto que estava disponível na internet e achei-o muito engraçado, pareceu-me ser um livro com um início original, de leitura simples e a autora dava-lhe ainda um toque de humor que me agradava. Fiquei muito curiosa e mal podia esperar para tê-lo nas mãos!

 

O livro chegou. Parei as minhas leituras para descobrir um grande fiasco. Dá ideia que a autora definiu o início e final do livro e limitou-se a “encher chouriços” no entretanto. Como disse atrás, adorei o início do livro mas logo se transforma numa leitura aborrecida e em busca daquilo que prendeu, inicialmente, a atenção e que despertou curiosidade. As cenas de sexo, no meu entender, foram uma tentativa desastrosa de prender o leitor e caiem mesmo na “badalhoquice”.

 

Ainda pensei… se calhar com a expectativa criada acabei por ser exigente quando era suposto ser apenas uma leitura leve e despreocupada. Emprestei-o então a duas pessoas bastante diferentes. O primeiro não passou do 2º capítulo, o segundo leu-o e achou-o fraco com excepção à ideia base do livro e ao início e fim do livro… tal como eu.

 

Um livro que ficou muito aquém das minhas expectativas e antes tivesse perdido o meu tempo e dinheiro em outras leituras.

 

Nota:1/10

 

 

Ódio

Sara, 25.09.10

 

 

Autor: David Moody

Editora: Editorial Presença

Ano de Edição: 2010

Título Original: Hater

Tradução: Saul Barata

ISBN: 978-972-23-4421-0

N.º Pág.: 261

 

 

 

“Todos os dias, Danny McCoyne sai de casa para um emprego que apenas tolera por ter de assegurar a sua sobrevivência e a da sua família. Mas em breve este homem vai descobrir o que verdadeiramente significa sobreviver. De um momento para o outro, começam a ocorrer um pouco por toda a parte cenas de violência extrema. Sem que ninguém saiba explicar porquê, qualquer transeunte normal pode tornar-se de repente um assassino impiedoso que ataca aleatoriamente. À medida que esta estranha epidemia vai alastrando, Danny sente-se na obrigação de proteger a família – mas como quando já não pode confiar em ninguém, incluindo em si próprio…?”.

 

Ódio retrata o declínio da sociedade face a uma epidemia que se alastra de forma, aparentemente, aleatória, no espaço de cerca de uma semana e meia.

 

Ao abrir este livro somos logo confrontados com um episódio bastante chocante, sem uma explicação plausível, no qual um homem ataca uma mulher de oitenta anos, no meio de uma rua, com um guarda-chuva, espetando-o na sua barriga até que a mesma morre. Logo de imediato, o mesmo homem vira-se contra outras pessoas que o rodeiam. Sobre a origem destes ataques, apenas sabemos que é o potencial assassino que se sente ameaçado e que, em pânico, mata para não ser morto.

 

A personagem principal, Danny, vai descrevendo num registo diário a sua vida familiar, a saturação perante a sua supervisora, Tina, e os violentos ataques a que vai assistindo. Inicialmente pensa-se ser mais uma onda de violência mas rapidamente apercebe-se da evolução catastrófica da situação.

 

Ao longo do livro, a separação entre a narração de Danny e os casos de violência que vão ocorrendo vai-se esbatendo até que o mal entra em sua própria casa.

 

Nunca tinha lido nenhuma obra que se inserisse neste género literário nem nunca me tinha ocorrido adquirir um livro dentro deste estilo. Revelou-se num género que me atrai, li este livro em dois ou três dias e a velocidade de leitura foi aumentando com o virar de página, acompanhada por um nível de tensão e suspense cada vez maior.

 

A escrita de Moody é muito simples e corrida, algo que não aprecio tanto, mas a intensidade com que descreve os momentos de novos ataques é surpreendente.

 

Porém, à chegada da página final, fiquei um pouco desapontada... claro que é o primeiro livro de uma trilogia e que, provavelmente, muitas das minhas dúvidas serão explicadas nos próximos livros mas, de qualquer forma, penso que o autor podia ter desenvolvido aquilo que está na origem deste mal. A razão é-nos dada mas não explicada.

Para quem procura uma leitura mais empolgante, aconselho!

 

Aproveito ainda para agradecer à Editorial Presença que me disponibilizou este livro e que, sem querer, me entusiasmou na descoberta deste género literário. Obrigada!

 

Be.

 

P.S: E cá aguardo por mais! =D

P.S. - Eu Amo-te

Sara, 05.08.10

 

Autor: Cecilia Ahern

Editora: Editorial Presença

Ano de Edição: 2009

Título Original: P.S. – I Love You

Tradução: Helena Barbas

N.º Pág.: 393

 

 

 

 

“Quase todas as noites Holly e Gerry tinham a sua private discussion – qual dos dois é que se ia levantar, enfrentar o frio soalho de tijoleira e voltar tacteando pateticamente para a cama? Comprar um candeeiro de mesa-de-cabeceira parecia não fazer parte dos seus planos, e assim o episódio da luz repetia-se a cada noite, num ritual cómico a que nenhum desejava, aparentemente, pôr termo. Agora, ao recordar esses momentos de pura felicidade, Holly sentia-se perdida num presente sem Gerry. Mas ele conhecia-a demasiado bem para a deixar no mundo sozinha e sem rumo. Por isso, imaginou de forma engenhosa de perpetuar ainda por algum tempo a sua presença junto da mulher que amava, incentivando-a a aprender a viver de novo.”

 

Cecilia Ahern conta a história de Holly, após perder o seu grande amor da sua vida, Gerry, vítima de um tumor cerebral. Gerry, antecipando o sofrimento e saudade de Holly, preparou-lhe dez cartas, com o nome de cada mês escrito nos sobrescritos.

Cada carta traz uma mensagem de Gerry e um desafio que Holly terá de enfrentar.

 

Ao longo do ano de luto, conhecemos a família de Holly, as suas melhores amigas e todos os que vão surgindo e que a vão acompanhando neste processo.

 

Este é um género literário que não me chama muito a atenção, comprei-o em desconto e apenas porque já tinha ouvido falar de Cecilia Ahern…

 

Virei as 400 páginas para descobrir o que Gerry lhe reservava para o mês seguinte, para além disso, em termos de conteúdo não trouxe nada de novo. No entanto, gostei da escrita da autora e sou capaz de lhe dar uma nova oportunidade – tenho cá em casa outro livro dela, entretanto ganho num passatempo.

 

Foi, por ser um romance leve e sem cair no piroso, uma opção agradável de leitura numa altura de avaliações na faculdade.

 

Pontuação: 5/10

 

Be.

 

O Estranho Caso do Cão Morto

Sara, 23.02.10

 

Autor: Mark Haddon
Editora: Presença
Ano de Edição: 2007
Título Original: The Curious Incident of the Dog in the Night-Time
Tradução: Sílvia Serrano Santos
ISBN: 978-972-23-3056-5
N.º Pág.: 233

 

 

 

 

“Christopher Boone é o narrador deste magnífico romance, tem apenas 15 anos e sofre de autismo. Christopher possui uma memória fotográfica, é excelente a Matemática e a Ciências, mas o que mais lhe custa compreender é <<tão-somente>> a espécie humana. Detesta o amarelo e o castanho e ser tocado por alguém. Sozinho, nunca havia ido mais longe do que ao final da rua, isto até encontrar o cão da sua vizinha morto, no meio do jardim, com uma forquilha atravessada. Este assassinato despertá-lo-á para uma longa odisseia que o irá ajudar a descobrir qual o seu verdadeiro papel no mundo.”

 
Em “O Estranho Caso do Cão Morto”, através da mente de Christopher, acompanhamos o dia-a-dia de uma criança autista, assim como a forma como interpreta o mundo e as dificuldades com que se vê confrontado. Tudo começa quando Christopher encontra o caniche da sua vizinha, Mrs. Shears, morto no quintal, atravessado por uma forquilha. Mrs. Shears ao deparar-se com o seu cão ensaguentado nos braços de Christopher chama a polícia, tornando-se num dos principais suspeitos e acabando por ser preso quando, após o polícia lhe tocar, o atinge violentamente. Após a caução ser paga, Christopher mantém a sua investigação quanto à morte do cão, apesar de Ed, o seu pai, o proibir.
O livro vai alternando entre a investigação de Christopher e pormenores da sua vida e os seus encontros com Siobhan, sua professora e amiga, que lhe vai explicando da forma mais simples possível os comportamentos das pessoas que o rodeiam.
 
Mark Haddon, autor inglês, provavelmente por ter trabalhado com crianças autistas consegue, de forma inteligente, através de uma forma muito simples de escrita – é Christopher que nos conta tudo na primeira pessoa - fazer com que o leitor percepcione o mundo, tal como Christopher o sente, de uma forma elucidativa e brilhante.
O autor explora as consequências da quebra de confiança numa relação, a náusea sentida por um autista perante a quantidade de informação que é apreendida sempre que conhece um novo espaço, o caos mental que se instala quando se encontra entre uma multidão.
 
Tocando num assunto tão complexo e delicado, o autor através do seu sentido de humor também conseguiu imprimir um lado engraçado nesta história – foram várias as vezes que me ri à gargalhada. Por outro lado, ao observarmos as pessoas pelos olhos de Christopher apercebemo-nos da complexidade dos seres humanos.
 
A força para enfrentarmos os desafios que vão surgindo nas nossas vidas é a mensagem final desta história.
 
 
Pontuação: 9/10
 
Curiosidade: Este livro ganhou o Prémio “Whitbread Book of the Year” em 2003, o Prémio “Commonwealth Writers’ Prize” em 2004 e o “British Book Award/2004” nas categorias Ficção Literária e Livro Juvenil do Ano.

 

A Criança Que Não Queria Falar

Sara, 29.06.09

“Esta é a história verídica e comovente da relação entre uma professora que ensina crianças com dificuldades mentais e emocionais e a sua aluna, Sheila, de seis anos, abandonada por uma mãe adolescente e que até então apenas conheceu um mundo onde foi severamente maltratada e abusada. Relatada pela própria professora, Torey Hayden, é uma história que, para lá da inspiração que poderá oferecer a todos os educadores que se ocupem de crianças com problemas, transcende o âmbito de um mero <<caso>>, mostrando-nos que só uma fé inabalável e um amor sem condições são capazes de chegar ao coração de uma criança aparentemente inabordável. Considerada uma ameaça que nenhum pai nem nenhum professor querem por perto de outras crianças, Sheila dá entrada na sala de Torey, que costuma ficar com as crianças que desafiam qualquer classificação e por isso não se integram noutro lugar. É o princípio de uma relação tocante, que irá gerar fortes laços de afecto entre ambas, e o início de uma batalha duramente travada para esta criança tão solitária poder desabrochar para uma vida nova de descobertas e alegria.”

 
A turma que nos é apresentada é composta, inicialmente, por oito alunos: Peter de oito anos (com atraso mental e comportamento violento) Tyler de oito anos (tentou suicidar-se duas vezes), Max de seis anos (autista), Freddie de sete anos (obeso e com atraso mental), Sarah de sete anos (vítima de abuso físico e sexual), Susannah de seis anos (esquizofrénica), William de nove anos (compulsivo-obsessivo) e Guillermo de nove anos (cego com comportamento agressivo). Mais tarde, juntou-se à turma a Sheila, expulsa da antiga escola e condenada ao hospital psiquiátrico pelo tribunal por ter atado a uma árvore uma criança de três anos e ter-lhe pegado fogo. Sheila permaneceria na turma enquanto não houvesse vaga no hospital.
 
Qualquer estabilidade atingida num dia de aula era instável, isto é, bastava um incidente banal para que o caos regressasse à sala de aula. E, com a chegada de Sheila à turma, foi algo que começou a acontecer muito frequentemente.
Um dos acontecimentos que mais me chocou, na escola, foi quando, à hora do almoço, num acesso de ira, Sheila retirou vários peixes de um aquário, um a um, espetou-lhes um lápis nos olhos, esvaziando as órbitas e deitando depois os peixes ao chão que foram, posteriormente, várias vezes pisados e esmagados no caos que, entretanto, se criou entre as crianças e funcionários que assistiam ao cenário aterrador.
 
Adorei esta leitura, provocou-me várias vezes o riso e algumas vezes uma lágrima que permanecia no canto do olho. As crianças, já por si, fascinam-me sempre pela forma como se expressam, de uma forma tão simples mas que, ao mesmo tempo, contém as palavras certas, que muitas vezes me faltam. Ao longo do livro existem várias referências a “O Principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry, a história preferida de Sheila, a qual pedia várias vezes à professora que lhe lesse em voz alta. A razão pela qual tinha esta preferência, não vou revelar!
 
É uma leitura diferente mas acho que vale bem a pena. No fundo fala de coisas pelas quais, mais tarde ou mais cedo, todos nós passamos como a importância das amizades, a confiança que depositamos nas pessoas, a ansiedade, o medo, a desilusão.
E é preciso algum sangue frio numa parte da leitura - não vou desvendar o que acontece – onde alguém sofre um crime bastante violento – lembrem-se que a história é, ainda por cima, verídica - esvai-se em sangue e é levado de emergência para o hospital, onde é sujeito a cirurgia. Para além da situação ser monstruosa, são dados alguns detalhes do sucedido.
 
Esta história verídica tem continuação na obra “A menina que nunca chorava”.

O Décimo Terceiro Conto

Sara, 15.05.09

O Décimo Terceiro Conto é o primeiro romance de Diane Setterfield, especialista em literatura francesa dos séculos XIX e XX. Tornou-se logo um bestseller e inclui-se nas Grandes Narrativas da Editorial Presença.

 

“Vida Winter passou quase seis décadas a iludir jornalistas e admiradores acerca das suas origens, intrigando-os com histórias fantasiosas que mantiveram oculto o seu passado enigmático, tão enigmático como a sua primeira obra, intitulada Treze Contos de Mudança e Desespero, e que continha apenas doze. Porém, tudo isto pode estar prestes a mudar quando Margaret Leo, filha de um negociante de livros antigos e biógrafa amadora, recebe uma carta da famosa escritora convidando-a a redigir a sua biografia. Pela primeira vez, Vida Winter vai contar a verdade, a verdade acerca de uma família atormentada por segredos e cicatrizes. Mas poderá Margaret confiar totalmente nela? E terá sido ela eleita depositária das confidências por um motivo inocente? À medida que somos seduzidos pelo imaginário rico e intenso que rodeia a família Angelfield e que Vida Winter tece perante nós com a magia de uma verdadeira contadora de histórias, o passado invade o presente e temas como o isolamento, o abandono e a identidade emergem das sombras para dotar o derradeiro conto de um carácter apaixonante. Um romance assombroso, impregnado de ecos de A Paixão de Jane Eyre e O Monte dos Vendavais.”

 

Achei a escrita da Diane Setterfield muito envolvente e toda a história é repleta de mistério. Uma colher de prata com um A gravado, uma escada partida, um fantasma que canta de noite, pistas que explicam o grande enigma deste romance que não podem perder!

Todas as personagens principais são bastante trabalhadas e emocionalmente complexas. tal como eu gosto!

Fiquei também com curiosidade para ler todas as obras que são referidas neste conto.

E aguardo ansiosamente o próximo romance desta escritora!

 

 

A quem já leu, deixem as vossas impressões!