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Às 23h

Livros na Minha Cabeceira

Às 23h

Livros na Minha Cabeceira

Mr. Pip

Sara, 17.07.09

 

 

“Bougainville, 1990, guerra civil. Logo após o início do conflito, quando os soldados chegam à aldeia na ilha tropical onde Matilda vive, apenas um branco decidiu ficar. Mr. Watts usa um nariz vermelho de palhaço e empurra um carrinho onde transporta a sua mulher. As crianças chamam-lhe Pop Eye. Mas ninguém mais existe para ensinar os meninos da ilha. Todos partiram devido à guerra. Mr. Watts começa então a ler à turma um velho exemplar de Grandes Esperanças, do seu amigo Charles Dickens. As crianças ficam deslumbradas.
Em breve, o herói de Charles Dickens, Mr. Pip, ganha vida própria para Matilda, que desenha o seu nome na areia, decorando-o com conchas. Pip torna-se tão real para ela como a sua própria mãe e a maior amizade de toda a sua vida começa.
Porém, não é apenas Matilda que acredita em Pip. E, numa ilha em guerra, o poder da imaginação tornar-se-á algo de perigosamente provocatório.”
 
Esta obra foi a primeira que li de Lloyd Jones e revelou-se uma leitura muito interessante. A história, para além de nos contar o dia-a-dia de uma ilha em plena guerra civil, relata também as dificuldades pelas quais todos passam aos olhos de uma menina, a Matilda. Ao conhecer a obra de Dickens, “Grandes Esperanças”, Matilda faz de Pip, a personagem principal dessa obra, o seu melhor amigo. E Pip torna-se real não só aos olhos de Matilda mas também, mais tarde, aos olhos dos mais cépticos. O ponto forte desta leitura, para mim, foi o relembrar de como uma obra pode representar uma viagem, mostrar-nos lugares diferentes, pessoas diferentes e costumes diferentes, pois foi mesmo isso que sucedeu a Matilda ao longo de toda a história. No meio da guerra, foi um livro que fez com que tudo fosse possível de suportar. Toda a história é muito envolvente, assim como os personagens que nela habitam com ênfase para Matilda e o seu professor, Mr. Watts. O desenrolar, esse é chocante!
 
Na contracapa diz “Um livro belo como a esperança, duro como todas as guerras”. E eu subscrevo inteiramente!