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Às 23h

Livros na Minha Cabeceira

Às 23h

Livros na Minha Cabeceira

Um Cântico de Natal. O Livro. A Peça. O Filme.

Sara, 22.10.09

“Com esta narrativa, Dickens inventou o moderno espírito natalício e ofereceu-nos uma das mais inspiradoras e recriadas histórias de sempre. As suas personagens, Scrooge, o pequeno Tim e os Três Fantasmas do Natal (Passado, Presente e Futuro), são nos dias de hoje ícones do verdadeiro significado do Natal”.

 

 
Quando me apercebi que este conto ia ser adaptado ao cinema e ao teatro nem pensei duas vezes: próxima leitura!
 
Já conhecia o Sr. Scrooge pois é muito referido em filmes, livros, etc. mas não fazia ideia de qual era a origem desta personagem! E fiquei admirada quando comecei a ler o conto, tendo logo, no primeiro parágrafo, várias referências a ele. Depois em conversa com a Reader (a escritora Catarina Coelho) soube que tinha sido Charles Dickens o criador do Sr. Scrooge!
 
“Um Cântico de Natal” conta a história de um homem amargo, avarento, solitário e de mal com a vida, o Sr. Scrooge, que na véspera de Natal é visitado pelo fantasma de Marley, o ex-sócio dele, que morreu há sete anos atrás. Marley aparece-lhe acorrentado e explica-lhe que está preso pela corrente que forjou ao longo da sua vida. E que ao contrário dele, e apesar de Scrooge caminhar na mesma direcção, ainda tem uma oportunidade de se redimir. Marley conta-lhe que nas próximas noites, Scrooge irá ser visitado por três espíritos, que será esta a sua última esperança.
 
O conto apesar de único, é pequeno e bastante simples, o que faz com que não me possa alongar muito, não quero contar como se desenrola o aparecimento dos fantasmas e muito menos o final do Sr. Scrooge!
 
Mas espera-vos uma leitura inesquecível, um conto brilhante e com um toque especial ao caminharmos para o Natal!
 
 

Os Homens que Odeiam as Mulheres

Sara, 11.10.09

 

"Os Homens que Odeiam as Mulheres" foi uma das leituras mais completas e intrigantes com que me deliciei, compulsivamente, até hoje.
 
“O jornalista de economia Mikael Blomkvist precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro Hans-Erik Wennerström e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millenium.
Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. Henrik Vanger, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer.
 
Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem Lisbeth Salander. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção.
 
Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.”
 
Quanto ao género policial, li alguns de Agatha Christie, a Rainha do Crime, que adoro, e o “Talentoso Mr. Ripley” de Patrícia Highsmith.
 
“Os Homens que Odeiam as Mulheres” é muito mais que um policial. A história não se limita a explorar o mistério por desvendar. O leitor segue, principalmente, duas vidas, a dos investigadores, Mikael e Lisbeth, inicialmente em paralelo e depois a ligação especial que se cria entre eles.
 
A escrita é simples mas inebriante, os pormenores que vão sendo revelados acerca das personagens, do presente ou passado, constroem mais que uma personagem, uma pessoa real.
 
Sofremos com os acontecimentos, debruçamo-nos nas suas investigações, tal como se fossemos um deles. Rezamos para que nada de mal lhes aconteça e quando isso se dá, ansiamos pela sua segurança.
 
De uma coisa é certa: vivemos com este livro!
 
Quanto à adaptação ao cinema, já fui vê-la e adorei!
 

Anjos e Demónios

Sara, 19.05.09

Nunca li nenhuma obra de Dan Brown. Há cerca de 4 anos lembro-me de todos os meus amigos terem lido o Código da Vinci ou pelo menos falavam como tal. Eu não sou muito de modas, normalmente deixo a loucura passar e depois, ai sim, se a curiosidade se mantiver, descobrir o que causou tanto furor.

 

Então, há uns 4 meses vi, finalmente, o Código da Vinci. Lembro-me perfeitamente de colocar o dvd no leitor e pensar “Vamos lá ver porque é que este filme causou tanta sensação...”. Vi, deixei-me levar e gostei mas fiquei com vontade de o ver outra vez, de uma forma mais crítica. Mas não cheguei a fazê-lo.

 

 

Ontem fui ver o “Anjos e Demónios” e esperava por uma sala cheia. Estávamos apenas quatro. Fui com grande expectativa e a meio do filme só conseguia pensar e, por vezes, até expressar sentimentos começados por “Que disparate...”. Saí da sala a pensar que o filme no seu contexto histórico era muito interessante e que o romance criado também mas já a parte da acção... só para rir... Cenas como uma explosão que destrói tudo à volta, faz pessoas voar e ao mesmo tempo aparece um homem no céu lançado dum helicóptero a uma altitude que não me parece muito credível e de pára-quedas aberto, intacto, e chega ao solo e ainda anda pelo seu pé. Só para inglês ver. E como esta cena, existem muitas mais.

 

Para meu grande desapontamento, quando cheguei a casa pesquisei sobre os Illuminati, uma das sociedades secretas de pensadores e ainda consegui encontrar mais erros e situações que aparentemente nunca se sucederam como no filme nos leva a crer. O ponto para mim mais alto foi mesmo a riqueza do filme em história de arte, conhecem-se várias igrejas, esculturas, praças, etc. Fiquei ainda mais interessada em visitar Roma. Tornou-se mesmo o meu destino preferido a visitar.

 

Claro que o filme é um romance, mas se um romance se enquadra numa situação histórica, os factos devem ser revelados sem erros temporais ou invenções. Caso contrário, todo o filme se perde e passa a ser algo a esquecer.

 

Mas, mesmo assim, ainda tenho curiosidade em conhecer os livros de Dan Brown. Costumo ler as obras antes de estas serem adaptadas ao cinema e a obra é sempre mais rica, cheia de pormenores enquanto que na adaptação se perdem e, muitas vezes, resulta em interpretações que podem ser bastante diferentes.

 

Como ignorante sobre este escritor fui procurar o site oficial das suas obras (e está aqui) com a lista dos seus romances: The DaVinci Code, Angels & Demons, Digital Fortress, Deception Point e The Lost Symbol, que será publicado em Setembro deste ano.

 

Quanto à próxima adaptação a filme, dificilmente a irei ver.