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Às 23h

Livros na Minha Cabeceira

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Opinião - A Cabana

Sara, 01.07.20

Autor: Wm. Paul Young

Editora: Porto Editora

Ano de Edição: 2009 (1ª)

Título Original: The Shack

Tradução: Fernando Dias Antunes

ISBN: 978-972-0-04178-4

Nº Pág.: 246

 

Sinopse:

"As férias de Mackenzie Allen Philip com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada.

Quatro anos mais tarde, Mack, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à malograda cabana.

Ainda que confuso, Mack decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontrar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre."

 

Opinião:

Este livro foi-me oferecido quando já era bestseller , com indicação na capa que tinha vendido 7 milhões nos EUA. Ora, eu com livros muito badalados, fico sempre de pé atrás. Na altura, ainda li as primeiras páginas - o prefácio e pouco mais. Não cheguei sequer ao rapto de Missy porque a escrita não me atraiu nada.

Há cerca de um mês, numa conversa de amigas, falaram-me do filme. Eu disse que nem o livro tinha conseguido ler mas insistiram que tinha de ver o filme. Fiquei curiosa, por que razão faziam tanta questão se era uma adaptação de um livro que eu nem sequer tinha gostado. Vi-o na noite desse dia. E deixo-vos aqui o trailer:

O filme conta, mais uma vez, com uma atriz que eu adoro - Octavia Spencer - e aproveito já para dizer que a adaptação do livro é tão, mas tão melhor que o livro! Tanto a transmitir as emoções, como a mensagem fundamental.

Mas, após ver o filme, tive de pegar no livro para descobrir o que mais iria acrescentar.

 

O livro divide-se essencialmente em duas partes: uma primeira, policial, que acrescenta alguns pormenores ao filme mas não deixa de ser muito pequena e pouco profunda, se compararmos com policiais propriamente ditos. Comparativamente, o filme com a ajuda da música, da luz, dos próprios atores, é mais emocionante.

 

No livro, a segunda parte, espiritual, tenta responder a todas as dúvidas que surgem sobre a existência de Deus, quando perdemos alguém de forma atroz. E nisso, o filme consegue fazê-lo de uma forma mais simples.

 

No livro, a segunda parte torna-se demasiado confusa...

No local onde Missy desapareceu, Mack passa um fim-de-semana com Deus, através das três formas: Deus, Jesus Cristo e Espírito Santo. Primeiro estranha, depois vai conversando com cada uma das personagens e conhecendo-as melhor, ou seja, conhecendo melhor Deus e como nós, humanos, nos desviámos da Sua verdade e do Seu amor, ao construir um mundo baseado em hierarquias... e como isso impede experimentar o verdadeiro relacionamento entre nós. Como nos tornamos independentes, perigosos uns para os outros, como a humanidade se tornou egoísta. E, também, fala sobre a importância do perdão. Difícil de imaginar o perdão para um raptor de uma criança, quanto mais nossa filha...

 

 

Mesmo concordando com alguns pontos, o texto relembra-me, por vezes, um sermão. A história volta a tornar-se interessante nas últimas vinte páginas. Mas 20 páginas dificilmente salvam um livro com 250... Resumidamente, foi uma leitura confusa e, por vezes, sofrida.

 

Vejam o filme e, desta vez, fujam do livro...

 

Pontuação: 3/10

 

 

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