Quarta-feira, 4 de Maio de 2011

O Leitor

 

Autor: Bernhard Schlink

Editora: Edições Asa

Ano de Edição: 1998

Título Original: Der Vorleser

Tradução: Fátima Freire de Andrade

ISBN: 978-972-41-2009-6

N.º Pág.: 144

 

 

“Em 1960, Michael Berg é iniciado no amor por Hanna Schmitz. Ele tem 15 anos, ela 36. Ele é apenas um adolescente. Ela é uma mulher madura, bela, sensual e autoritária. Os seus encontros decorrem como um ritual: primeiro banham-se, depois ele lê, ela escuta e finalmente fazem amor. Mas este período de felicidade incerta tem um fim abrupto quando Hanna desaparece subitamente. Michael só a encontrará muitos anos mais tarde, envolvida num processo de acusação a ex-guardas dos campos de concentração nazis. Inicia-se então uma reflexão metódica e dolorosa sobre a legitimidade de uma geração, a braços com a vergonha, julgar a geração anterior, responsável por vários crimes.”

 

Esta história divide-se em três partes. Na primeira parte, Michael regressa ao passado e recorda-se como tudo começou. Pelo Outono, Michael sente-se mal e acaba por vomitar perto da casa de Hanna, mulher que o encontra e o acompanha até casa. Duas estações após o diagnóstico de icterícia, Michael leva-lhe um ramo de flores como forma de agradecimento e, nessa visita, acaba por observá-la, através de uma porta entreaberta, a mudar de roupa. Apanhado em flagrante Michael acaba por fugir dali. No entanto, uma semana mais tarde, a curiosidade e o desejo fazem-no regressar a casa de Hanna, originando o primeiro contacto mais íntimo. Seguem-se meses de uma complexa relação até ao dia em que Hanna desaparece sem deixar qualquer rasto.

A segunda parte acompanha o julgamento de Hanna, ex-guarda de campos de concentração nazis. Michael, estudante de Direito, segue todo o processo e, entre muitas reflexões, descobre o seu segredo. Chocado questiona-se repetidamente. Como não se apercebeu antes? Porque razão Hanna deixou tudo aquilo chegar tão longe? Assumir crimes que nem sequer tinha cometido para evitar revelar o seu segredo? E, agora, que faria ele? Manter-se-ia como espectador ou tornar-se-ia participante naquele processo? Afinal tinha em seu poder informações que poderiam alterar a decisão final…

Na terceira parte, após a sentença ter sido promulgada, Michael termina o curso e prossegue com a sua vida mas sem nunca esquecendo Hanna. Mais tarde, Michael volta a contactar Hanna com frequência, possibilitando Hanna libertar-se do seu segredo.

 

Esta foi uma das minhas leituras preferidas de 2010. Não acredito que a escrita de Bernhard Schlink deixe alguém indiferente. Estamos perante um daqueles livros que após o primeiro capítulo não conseguimos parar de ler. Li-o num ápice. Gostei imenso do alternar entre as memórias de Michael e as suas reflexões e adorei a descrição dos vários cenários e das várias personagens. Gostei também da referência a diversos livros que vai acompanhando todo o romance.

 

“Até onde iria para proteger um segredo?”

 

Be.

publicado por Sara às 14:13

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Quinta-feira, 5 de Agosto de 2010

P.S. - Eu Amo-te

 

Autor: Cecilia Ahern

Editora: Editorial Presença

Ano de Edição: 2009

Título Original: P.S. – I Love You

Tradução: Helena Barbas

N.º Pág.: 393

 

 

 

 

“Quase todas as noites Holly e Gerry tinham a sua private discussion – qual dos dois é que se ia levantar, enfrentar o frio soalho de tijoleira e voltar tacteando pateticamente para a cama? Comprar um candeeiro de mesa-de-cabeceira parecia não fazer parte dos seus planos, e assim o episódio da luz repetia-se a cada noite, num ritual cómico a que nenhum desejava, aparentemente, pôr termo. Agora, ao recordar esses momentos de pura felicidade, Holly sentia-se perdida num presente sem Gerry. Mas ele conhecia-a demasiado bem para a deixar no mundo sozinha e sem rumo. Por isso, imaginou de forma engenhosa de perpetuar ainda por algum tempo a sua presença junto da mulher que amava, incentivando-a a aprender a viver de novo.”

 

Cecilia Ahern conta a história de Holly, após perder o seu grande amor da sua vida, Gerry, vítima de um tumor cerebral. Gerry, antecipando o sofrimento e saudade de Holly, preparou-lhe dez cartas, com o nome de cada mês escrito nos sobrescritos.

Cada carta traz uma mensagem de Gerry e um desafio que Holly terá de enfrentar.

 

Ao longo do ano de luto, conhecemos a família de Holly, as suas melhores amigas e todos os que vão surgindo e que a vão acompanhando neste processo.

 

Este é um género literário que não me chama muito a atenção, comprei-o em desconto e apenas porque já tinha ouvido falar de Cecilia Ahern…

 

Virei as 400 páginas para descobrir o que Gerry lhe reservava para o mês seguinte, para além disso, em termos de conteúdo não trouxe nada de novo. No entanto, gostei da escrita da autora e sou capaz de lhe dar uma nova oportunidade – tenho cá em casa outro livro dela, entretanto ganho num passatempo.

 

Foi, por ser um romance leve e sem cair no piroso, uma opção agradável de leitura numa altura de avaliações na faculdade.

 

Pontuação: 5/10

 

Be.

 

publicado por Sara às 18:01

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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Rebeca

Rebeca é um romance de Daphne du Maurier que a tornou, com a sua publicação, uma das escritoras mais populares de então. E ainda hoje, este romance é considerado como uma das suas melhores obras.
 
A obra começa com a descrição de um sonho que a narradora - cujo nome nunca é revelado, sabemos apenas ser um nome pouco comum - acabou de ter referente a uma casa em Inglaterra na qual viveu, Manderley. E a partir daqui dá-se uma analepse até à altura em que era recém-saída do colégio e dama de companhia de Mrs. Van Hopper, mulher que forçava o convívio com todas as pessoas cujo nome aparecesse nas revistas sociais.
Enquanto dama de companhia, a narradora sente-se apenas uma criança e este sentimento mantém-se durante bastante tempo, deseja ser mais velha, ser vista de forma diferente, anseios motivados pela sua constante convicção de ser incapaz de se integrar em círculos sociais e de ser aprovada como esposa de alguém bastante rico e importante.
 
A obra percorre a vida da narradora desde a sua suposta aprendizagem junto de Mrs. Van Hopper até ao momento actual que é apresentado no início da leitura, é um relembrar da sua vida desde os tempos de criança até mulher. Desenrolar esse, viciante.
 
Rebeca é o nome da mulher que a atormenta permanentemente, que a persegue por todos os cantos da casa, por todos os seus passeios no jardim. E não será apenas Rebeca a atemorizar os seus dias mas também a que mais lhe é fiel, Mrs. Danvers, criatura que se mostra intimidadora e cruel desde o primeiro momento.
 
A obra é muito rica não só na forma de escrita de Daphne du Maurier com passagens deliciosas de descrições de paisagens, da casa, de objectos, das várias personagens que a personagem principal vai conhecendo como pela exploração da natureza humana e de todos os sentimentos retratados que vão desde o amor, paixão, amizade, lealdade, interesse, intriga, desespero, traição, vingança, obsessão, ódio, não sei se haverá sequer algum sentimento que não esteja incluído em toda a trama!
 
Fiquei apaixonada pela forma como a escritora se expressa e como vai tecendo a história, foi uma das minhas leituras preferidas de 2009!
 
“O terraço dominava o relvado, que se estendia até ao mar; voltando-me, pude ver a toalha prateada, muito calma sob o olhar da Lua, de uma placidez de lago que o vento não perturba.”
 
Pontuação: 9/10
 
 
Curiosidade: Durante a Segunda Guerra Mundial, os Alemães decidiram usar uma edição deste romance para formar frases a partir de palavras codificadas pelo número de página, linha e posição que tomavam na obra. Apenas não foi posto em prática pois pensavam que esta táctica tinha sido descoberta, logo comprometida. Esta curiosidade é referida no romance de Ken Follett, “A Chave de Rebeca”.
 
 
publicado por Sara às 13:17

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