Domingo, 26 de Julho de 2009

O Rapaz do Pijama às Riscas

 

“Ao regressar da escola um dia, Bruno constata que as suas coisas estão a ser empacotadas. O seu pai tinha sido promovido no trabalho e toda a família tem de deixar a luxuosa casa onde vivia e mudar-se para outra cidade, onde Bruno não encontra ninguém com quem brincar nem nada para fazer. Pior do que isso, a nova casa é delimitada por uma vedação de arame que se estende a perder de vista e que o isola das pessoas que ele consegue ver, através da janela, do outro lado da vedação, as quais, curiosamente, usam todas um pijama às riscas. Como Bruno adora fazer explorações, certo dia, desobedecendo às ordens expressas do pai, resolve investigar até onde vai a vedação. É então que encontra um rapazinho mais ou menos da sua idade, vestido com o pijama às riscas que ele já tinha observado, e que em breve se torna o seu melhor amigo…”
 
O tema desta leitura é bastante complexo já que se desenrola pela altura da Segunda Guerra Mundial e trata do holocausto. A acção começa em Berlim, Alemanha, mas por pouco tempo já que Bruno, a personagem principal, acompanhado pela sua família é forçado a mudar-se para a Polónia, para uma casa praticamente anexa a um campo de concentração. Por ser uma leitura juvenil, o tema não é tratado de forma exaustiva mas não deixa de perturbar o leitor. Aos poucos conhecemos Bruno, a sua irmã, pais e avós, e as diferenças na vida de Bruno antes e depois da mudança. Após a profunda tristeza sentida por Bruno por deixar os seus amigos em Berlim, acaba por fazer um amigo, às escondidas, através da vedação de arame que contorna o campo de concentração. Bruno sente que não pode revelar a sua amizade, que os seus pais não irão aprovar, mas não tem consciência daquilo que se passa à sua volta e do perigo que corre.
 
A história faz-nos pensar sobre todas as vidas massacradas, todas as famílias destruídas pelo maior assassino de sempre, Hitler, e como pode haver, ainda nos dias de hoje, em pleno século XXI, tanto ódio baseado apenas em cor de pele, preferências sexuais, etc.
 
Custou-me bastante chegar ao final do livro, não queria nada que esta leitura acabasse, pelos menos tão cedo. Adorei tudo no livro e aconselho-o, vivamente, para uma leitura de Verão!
 
 
 
Nota: Este livro de John Boyne foi alvo de bastantes críticas, houve uma chamada de atenção quanto à improbabilidade de existir uma criança num campo de concentração já que todos aqueles que não tinham força para trabalhar eram imediatamente mortos, como a possibilidade de existência de um filho de um oficial Nazi, neste caso papel interpretado por Bruno, sem perceber o que se passava à sua volta, pois o cheiro da morte nos campos alcançava quilómetros em torno dos campos e sem saber o que significava a palavra “judeu”.
 
 
sinto-me: os livros trazem sp emoções!
publicado por Sara às 00:28

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