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Às 23h

Livros na Minha Cabeceira

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Livros na Minha Cabeceira

[Oferta] "Uma Última Noite", Nora Roberts

Sara, 14.09.09
A Saída de Emergência, em conjunto com as edições Chá das Cinco, está a disponibilizar o download gratuito do romance “Uma Última Noite” de Nora Roberts!
 
Aqui fica a sinopse:
 
“Kasey Wyatt recebe uma oferta de emprego do escritor Jordan Taylor. Como antropologista especializada na cultura dos nativos norte-americanos, a sua função épesquisar e fornecer referências para o próximo livro do famoso e solitário Jordan. Instalando-se na mansão do escritor, Kasey sente-se aborrecida com as restrições impostas pela mãe do escritor. Mas, sempre vibrante e bem-disposta, começa a explorar os arredores da mansão, divertindo-se e desafiando as regras rígidas da casa.
É então que Jordan repara em Kasey. A princípio não se aproxima muito dela, mas o trabalho em conjunto obriga-o a reconhecer que se sente fascinado pela sua beleza... e surpreendido pela sua boa disposição contagiante. Tão contagiante que, pela primeira vez desde a morte do irmão, Jordan sente-se vivo. Mas infelizmente nem todos vêem com bons olhos a aproximação de Kasey e Jordan... e há quem esteja disposta a tudo para os separar.”
 
Para fazerem o download necessitam apenas de se inscreverem no Fórum Nora Roberts. Vejam tudo aqui.
 

Mais uma Excelente Colecção da revista Sábado!

Sara, 13.09.09

A partir de dia 24 de Setembro, e durante cerca de mês e meio, a revista Sábado vai ter disponível por euro e meio, oito novos títulos!

 

Fica a lista de livros e respectivas datas em que estarão disponíveis:
 
24/Set - O Nome da Rosa, de Umberto Eco
            01/Out - A Malinche, de Laura Esquivel
            08/Out - O Danúbio, de Claudio Magris
            15/Out - A Conspiração Contra a América, de Philip Roth
            22/Out - Uma Questão Pessoal, de Kenzaburo Oe
            29/Out – Justine, de Lawrence Durrell
            05/Nov - Tim, de Colleen McCullough
12/Nov - O Amante do Vulcão, de Susan Sontag
 
Se costumam adquirir as colecções desta revista, poderão estar interessados em saber que podem adquirir títulos que vos faltem de colecções anteriores, fazendo o pedido por telefone (21 925 32 48) ou indo até às instalações, que se localizam perto da estação de metro São Sebastião (Av. João Crisóstemo, n.º 72), em Lisboa. No primeiro caso terão de pagar portes de envio, adicionados ao euro que cada livro custa.
 
 

Mistério com Agatha Christie no Correio da Manhã!

Sara, 11.09.09

 

Amanhã o Correio da Manhã inicia uma colecção de 25 livros de Agatha Christie, que ocorrerá semanalmente até dia 27 de Fevereiro do próximo ano. Os livros serão a 6,95€, excepto nas duas primeiras entregas. O primeiro custará 1,95€ e os dois seguintes, que são entregues em conjunto, 6,95€ no total.

 

Fica aqui a lista completa dos policiais e respectivas datas:
12/Set – As Dez Figuras Negras
19/Set – Um Crime no Expresso do Oriente + Morte nas Nuvens
26/Set – O Assassinato de Roger Ackroyd
03/Out – O Misterioso Caso de Styles
10/Out – Morte no Nilo
17/Out – Os Cinco Suspeitos
24/Out – Crime na Mesopotâmia
31/Out – O Segredo de Chimneys
07/Nov – A Morte de Lorde Edgware
14/Nov – O Mistério do Comboio Azul
21/Nov – O Homem do Fato Castanho
28/Nov – As Investigações de Poirot
05/Dez – Perigo na Casa do Fundo
12/Dez – Encontro com a Morte
19/Dez – Um Brinde à Morte
26/Dez – Crime no Vicariato
02/Jan – Os Crimes do ABC
09/Jan – Um Corpo na Biblioteca
16/Jan – O Cão da Morte
23/Jan – Matar é Fácil
30/Jan – O Enigma do Sapato
06/Fev – O Enigma das Cartas Anónimas
13/Fev – Sangue na Piscina
20/Fev – Jogo Macabro
27/Fev – Anúncio de um Crime
 
Para quem ainda não conhece a Rainha do Crime, um grande fã dela – o meu irmão - diria que “As Dez Figuras Negras”, “Os Cinco Suspeitos”, “Um Corpo na Biblioteca” e “Anúncio de um Crime” são os melhores desta colecção!
 
Fora da colecção, “O Espelho Quebrado” e “Poirot, o Golfe e o Crime” serão as melhores escolhas.
 
 

Cândido

Sara, 01.09.09
“Contra o optimismo a todo o preço insurge Voltaire. Não elaborando um novo sistema filosófico, mas tão-somente deixando gritar a realidade dos factos, num romance curto mas causticamente satírico, em que Cândido, o herói, educado por mestre Pangloss (encarnação grotesca do optimismo), continuamente esbarra contra o muro da maldade humana e tropeça de desgraça em desgraça, no decurso de uma peregrinação pelo mundo que o faz passar por Lisboa, onde é surpreendido pelo terramoto de 1755.”.
 
 
Cândido, clássico da literatura, é um pequeno romance satírico de Voltaire em resposta a um sistema filosófico de então, defendida por Leibniz e Wolff, que procurava explicar a existência simultânea de um Deus e um mundo onde existem catástrofes, miséria, pobreza, entre outros males. Leibniz, seguido de Wolff, acreditavam que “(…) ao determinar-se a criar o universo, Deus seleccionou o melhor dos mundos possíveis. Se a ciência divina oferecia ao Criador um imenso leque de possibilidades de escolha, a sua bondade infinita levou-o a optar pelo melhor. (…) O mal, sem dúvida uma realidade, representa algo de metaforicamente inevitável, na medida em que resulta da imperfeição própria de todo o ser criado (…) Mas, sendo apenas questões de pormenor na globalidade do universo, as imperfeições nele existentes realçam a bondade, a beleza e a harmonia do todo.”
 
O romance apresenta Cândido como aluno desmedidamente crédulo de Pangloss, o mestre que o educa e acredita no optimismo de Leibniz.
Cândido vive um conjunto de caricatas peripécias, ingénuo vai teimando nos ensinamentos do seu Pangloss contra a realidade que o vai testando em vão. Mas, se no início Cândido parece agarrar-se desesperadamente a esses ensinamentos, a quantidade de dor, sofrimento, infortúnio, doença e azar que vai observando, e mesmo vivendo, acaba por abalar os seus pilares de convicção. Conta-se então a história da desilusão de um homem à medida que vai conhecendo as pessoas, o mundo.
 
O romance inicia-se na Vestefália, no castelo do Barão de Thunder-tem-tronckh, onde Cândido vive e sobre o qual os criados suspeitam que seja filho da irmã do Barão. No castelo, para além do Barão e de Cândido, vive também a Baronesa e os dois filhos, o futuro Barão e a sua irmã, Cunegundes. E é logo no início do romance que Cândido é expulso do castelo após o Barão tê-lo encontrado, atrás de um biombo, beijando a sua filha Cunegundes.
A partir deste momento, no qual Cândido é atirado para o mundo exterior, a sequência dos acontecimentos dá-se a um ritmo impraticável, onde os próprios acontecimentos são ora ridículos, grotescos, inacreditáveis ou mirabolantes, ou mesmo tudo junto. Mas é mesmo esse o objectivo de Voltaire, onde todo o humor satírico da obra permanece. Personagens mortas que regressam à vida, homens que se alimentam de nádegas de senhoras quando estão esfomeados, uma ceia em Veneza onde Cândido encontra, inacreditavelmente, seis reis destronados, tudo é provável nesta obra. Ou se ama ou se detesta, impossível é ficar indiferente!
Para mim? Brilhante e certamente irei relê-la, é uma obra onde se encontram sempre novos pormenores, onde as personagens parecem reais pelo seu sofrimento e onde todo o acontecimento, por mais pequeno que seja, tem um grande significado. Adorei a personagem Martin, um velho sábio, que Cândido conhece a meio da história, e que ao ouvir este falar sobre o seu Pangloss critica as crenças do filósofo. Tenho a certeza que Martin, perante a convicção cega e teimosia de Cândido, só lhe apetecia bater, literalmente, com a cabeça nas paredes…!
 
Voltaire (François Marie Arouet), nascido em Paris, a 12 de Novembro de 1964, foi um escritor filósofo francês, que defendeu a liberdade do indivíduo, e grande figura do Iluminismo. Escreveu inúmeras peças de teatro, poesia, romances, ensaios, trabalhos históricos e científicos. Defendeu, abertamente, a reforma social apesar das consequências que existiam na altura a quem se pronunciasse. Também, criticou o dogma da Igreja, através dos seus trabalhos, sempre polémicos.
 
Curiosidade: Nas suas viagens, Cândido passa por Lisboa, na altura do terramoto de 1755, e esse terramoto é usado como um dos argumentos contra a filosofia de Pangloss: uma catástrofe dessas é inexplicável no “melhor dos mundos possíveis”.