Sábado, 18 de Julho de 2009
“Tom Ripley, um jovem desempregado que se dedica a pequenas burlas, é contactado pelo pai de um velho conhecido, que lhe oferece uma viagem a Itália com todas as despesas pagas para tentar convencer o seu filho Dickie a voltar para casa e encarregar-se da empresa familiar. Na Itália, Tom afeiçoa-se a Dickie e conhece uma existência despreocupada e luxuosa a que nunca tinha tido possibilidades de aceder. Quando Dickie começa a suspeitar das boas intenções do seu novo amigo, Tom fica desesperado, chegando a extremos impensáveis para poder manter o acesso àquele estilo de vida.”

Esta leitura foi bastante divertida, toda a obra está cheia de situações caricatas que são criadas por Tom, a personagem principal. A leitura torna-se portanto muito entusiasmante, pois Tom consegue sempre surpreender-nos com o seu passo seguinte. No início conhecemos Tom como uma personagem que tem controlo sob si própria e toma decisões reflectidas sempre com o dinheiro, o conforto e o sucesso como os seus objectivos principais mas, mais tarde, Tom é causador de uma série de situações perigosas e, a partir de certa altura, cria-se um ambiente de desconfiança e Tom deixa de poder pensar no seu passo seguinte com alguma antecedência, vê-se pressionado a agir depressa. O que será que Tom está disposto a fazer para atingir os seus objectivos e conseguirá, depois, Tom dar a volta às situações que teimam vir ao de cima?
“O Talentoso Mr. Ripley” é uma obra de Patricia Highsmith entre uma série de livros dedicados a Tom Ripley, sendo este precisamente o primeiro deles. Em 1999, este romance policial foi adaptado ao cinema com Matt Damon como Tom Ripley, Jude Law no papel de Dickie e Gwyneth Paltrow como Marge Sherwood, que se apaixona por Dickie e tenta protegê-lo de Tom, de quem desconfia desde o primeiro instante.
Eu ainda não vi o filme mas é dos próximos a ver, sem dúvida!
Adoro ler o livro, imaginar as personagens e os cenários e depois ver o filme. É sempre engraçado descobrir as parecenças e contrastes com aquilo que tínhamos imaginado!
sinto-me: 
Que vai ele aprontar a seguir?
Sexta-feira, 17 de Julho de 2009
“Bougainville, 1990, guerra civil. Logo após o início do conflito, quando os soldados chegam à aldeia na ilha tropical onde Matilda vive, apenas um branco decidiu ficar. Mr. Watts usa um nariz vermelho de palhaço e empurra um carrinho onde transporta a sua mulher. As crianças chamam-lhe Pop Eye. Mas ninguém mais existe para ensinar os meninos da ilha. Todos partiram devido à guerra. Mr. Watts começa então a ler à turma um velho exemplar de Grandes Esperanças, do seu amigo Charles Dickens. As crianças ficam deslumbradas.
Em breve, o herói de Charles Dickens, Mr. Pip, ganha vida própria para Matilda, que desenha o seu nome na areia, decorando-o com conchas. Pip torna-se tão real para ela como a sua própria mãe e a maior amizade de toda a sua vida começa.
Porém, não é apenas Matilda que acredita em Pip. E, numa ilha em guerra, o poder da imaginação tornar-se-á algo de perigosamente provocatório.”
Esta obra foi a primeira que li de Lloyd Jones e revelou-se uma leitura muito interessante. A história, para além de nos contar o dia-a-dia de uma ilha em plena guerra civil, relata também as dificuldades pelas quais todos passam aos olhos de uma menina, a Matilda. Ao conhecer a obra de Dickens, “Grandes Esperanças”, Matilda faz de Pip, a personagem principal dessa obra, o seu melhor amigo. E Pip torna-se real não só aos olhos de Matilda mas também, mais tarde, aos olhos dos mais cépticos. O ponto forte desta leitura, para mim, foi o relembrar de como uma obra pode representar uma viagem, mostrar-nos lugares diferentes, pessoas diferentes e costumes diferentes, pois foi mesmo isso que sucedeu a Matilda ao longo de toda a história. No meio da guerra, foi um livro que fez com que tudo fosse possível de suportar. Toda a história é muito envolvente, assim como os personagens que nela habitam com ênfase para Matilda e o seu professor, Mr. Watts. O desenrolar, esse é chocante!
Na contracapa diz “Um livro belo como a esperança, duro como todas as guerras”. E eu subscrevo inteiramente!
sinto-me:
quero conhecer: "Grandes Esperanças", Dickens
Domingo, 12 de Julho de 2009
Desta vez somos levados por Kafka ao teatro. A peça que está em exibição é “O Processo”, adaptada da obra de Kafka. A obra conta a história de Josef K., personagem principal, que, no dia em que celebra os seus 30 anos, acorda e é preso por dois agentes não identificados, sendo depois sujeito a um exaustivo processo por um crime não revelado e que o próprio desconhece.

Kafka nasceu a 3 de Julho de 1883 em Praga, capital da República Checa, no seio de uma família judia. Kafka queria estudar Filosofia mas foi impedido pelo pai, e mais tarde, licenciou-se em Direito. Para além de “O Processo”, Kafka é autor de outras duas obras muito conhecidas, “A Metamorfose”, que conta a história de um homem que acorda transformado no insecto e “O Castelo”, onde conta a história de um agrimensor, contratado por um conde para prestar os seus serviços mas que nunca consegue entrar no castelo. No entanto, nunca atingiu a fama enquanto esteve vivo e pediu mesmo a um grande amigo seu, Max Brod, que destruísse todas as suas obras aquando da sua morte. Faleceu em Praga a 3 de Junho de 1924.
A peça está em exibição até dia 31 de Julho no Gota Teatro Oficina, em Lisboa, tem duração de 100 minutos e é para maiores de 16 anos.
O primeiro capítulo da obra pode ser lido aqui!
Mais uma peça a não perder!
sinto-me: a anotar na agenda!