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“Esta é a história verídica e comovente da relação entre uma professora que ensina crianças com dificuldades mentais e emocionais e a sua aluna, Sheila, de seis anos, abandonada por uma mãe adolescente e que até então apenas conheceu um mundo onde foi severamente maltratada e abusada. Relatada pela própria professora, Torey Hayden, é uma história que, para lá da inspiração que poderá oferecer a todos os educadores que se ocupem de crianças com problemas, transcende o âmbito de um mero <<caso>>, mostrando-nos que só uma fé inabalável e um amor sem condições são capazes de chegar ao coração de uma criança aparentemente inabordável. Considerada uma ameaça que nenhum pai nem nenhum professor querem por perto de outras crianças, Sheila dá entrada na sala de Torey, que costuma ficar com as crianças que desafiam qualquer classificação e por isso não se integram noutro lugar. É o princípio de uma relação tocante, que irá gerar fortes laços de afecto entre ambas, e o início de uma batalha duramente travada para esta criança tão solitária poder desabrochar para uma vida nova de descobertas e alegria.”
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Este livro foi-me emprestado por uma vizinha e desta vez, ao contrário da sinopse, conheci um resumo da obra por ela própria, que a contava deliciada, logo percebi que era uma obra que eu não podia perder. Para vocês, aqui fica parte de uma opinião sobre o livro, que consta no mesmo:
“… o herói do livro é condenado porque não segue as regras do jogo. É um estrangeiro na própria sociedade onde vive, vagueia de forma marginal pela periferia da vida privada, solitária e sensual. (…) poderemos ficar com uma ideia mais exacta da personagem, mais ajustada, de todos os modos, às intenções do autor, se nos perguntarmos em que é que Meursault não segue as regras do jogo. A resposta é bem simples: nega-se a mentir. Mentir não é só dizer aquilo que não é. É também, e sobretudo, dizer mais do que aquilo que é e, no que diz respeito ao coração humano, dizer mais do que se sente. É por isso que fazemos todos, todos os dias, para simplificar a nossa vida. Meursault, contra as aparências, não quer simplificar a sua vida. Diz o que pensa, resiste a esconder os seus sentimentos e, ao fazê-lo, a sociedade sente-se ameaçada.”
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Albert Camus foi um escritor francês, filósofo e jornalista, e o primeiro escritor nascido em África a ganhar o prémio Nobel de Literatura, em 1957. É também, até hoje, o laureado com a mais curta vida. A sua escrita é associada ao existencialismo mas numa entrevista, em 1945, Camus recusou qualquer associação ideológica.
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Após concluir a minha última leitura não sabia bem que livro escolher. Queria algo diferente, mesmo em género literário, para fazer um “corte”. Tenho necessidade disso. Nunca leio dois livros do mesmo autor de seguida mas quando compro livros acabo por escolher, quase sempre, dentro do mesmo estilo. A tarefa ontem estava a ser complicada.
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“A Revoada conta-nos a história de uma população que se une para impedir o enterro de um estranho personagem. Um antigo médico, odiado pelo povo, morre, e um velho coronel na reforma, para cumprir uma promessa, empenha-se em enterrá-lo, apesar da oposição de todo o povoado e das suas autoridades.
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Um dos livros que comprei na última Feira do Livro foi “Venenos de Deus, Remédios do Diabo”, de Mia Couto. Nunca li nenhuma obra deste escritor mas achei a capa única e a sinopse, na contracapa, muito interessante.
A obra fala de um jovem médico português que vai para Moçambique atrás de Deolinda, moçambicana por quem se apaixonou num congresso médico em Lisboa, e o que resulta do seu desencontro: os segredos e mistérios, da Vila Cacimba, que se vão revelando.
Este post não vem, portanto, nem a propósito do escritor, nem das suas obras, as quais ainda não conheço. Descobri, na Agenda Cultural de Lisboa, que estreia hoje mesmo uma peça de teatro no Instituto Franco Português, “Chuva Pasmada”, inspirada na obra de Mia Couto com o mesmo nome. A peça vai estar em palco até dia 31 de Julho e a entrada é de 5 ou 10€.
“Chuva Pasmada” é uma peça sobre as relações familiares e o papel dos mitos e lendas quando a chuva, de repente, desiste de cair. Com a chuva suspensa, a vida de todos altera-se e cada um reage consoante as suas crenças: a tia reza, a mãe culpa os fumos da nova fábrica, o pai fala com o rio que também está a secar, o avô sonha em conhecer o mar e o protagonista da peça observa o mundo que se vai revelando à sua volta.
Mia Couto, pseudónimo de António Emílio Leite Couto, nasceu a 5 de Julho de 1955 na Beira, em Moçambique, e é filho de emigrantes portugueses. Foi estudante de Medicina em Maputo e membro da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO). Após o 25 de Abril interrompeu os estudos para trabalhar como jornalista. Mais tarde ingressou, outra vez, na universidade e licenciou-se em Biologia. O seu primeiro livro é de poesia e chama-se “Raiz de Orvalho” tendo sido publicado em 1983. Mais tarde escreveu o seu primeiro romance “Terra Sonâmbula” e em 2001 recebeu, em Portugal, na Fundação Calouste Gulbenkian o Prémio Literário Mário António, prémio que é atribuído a escritores africanos lusófonos ou escritores timorenses, de três em três anos, pela sua obra “O Último Voo do Flamingo”.
E fica aqui uma sugestão alternativa às nossas leituras!
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“Morte até ao Anoitecer” é a primeira obra da série de livros “Sangue Fresco” da escritora Charlaine Harris, livro este que inspirou a série televisiva “True Blood” da HBO.
“Uma grande mudança social está a afectar toda a humanidade. Os vampiros acabaram de ser reconhecidos como cidadãos. Após a criação em laboratório, de um sangue sintético comercializável e inofensivo, eles deixaram de ter que se alimentar de sangue humano... Sookie Stackhouse é uma empregada de mesa numa pequena vila de Louisiana. É sossegada, tímida, e não sai muito. Não porque não seja bonita – porque é – mas acontece que Sookie tem um certo “problema”: consegue ler os pensamentos dos outros... Então surge Bill: alto, moreno, bonito, a quem Sookie não consegue ouvir os pensamentos. Com bons ou maus pensamentos ele é exactamente o tipo de homem com quem ela sonha. Mas Bill tem o seu próprio problema: é um vampiro... e é suspeito de todos os males que acontecem nas redondezas. Quando a sua colega é morta, Sookie percebe que a maldade veio para ficar nesta pequena terra de Louisiana. Aos poucos... descobre-se que o próprio sangue dos vampiros funciona nos humanos como uma das drogas mais poderosas e desejadas. Será que ao aceitar os vampiros a humanidade acabou de aceitar a sua própria extinção?”
Nesta obra, Sookie, a personagem principal, ouve os pensamentos das pessoas. O que no início podia parecer um poder especial é, na realidade, um pesadelo no seu dia-a-dia. Acabou por deixar os estudos devido à falta de concentração que este poder lhe causava e, mesmo no café, onde trabalha, as horas de refeições podem ser verdadeiros pesadelos. Se conhece alguém interessante, rapidamente, numa conversa, ouve as intenções sexuais deste. É por esta razão que Bill se torna logo irresistível, e, pela primeira vez, o romance torna-se possível na sua vida.
No entanto, o poder que faz com que as pessoas a olhem de uma forma estranha e a julguem maluca é o mesmo poder que leva as pessoas a pedir-lhe ajuda, mais tarde, para investigar as tragédias que vão surgindo na sua terra.
A leitura, no geral, é muito simples e corrida tornando-se, no meu ponto de vista, aborrecida. Tem, no entanto, os seus pontos bastante interessantes que passam pela apresentação dos comportamentos sociais e sexuais dos vampiros, pelo romance entre Sookie e Bill e pelos assassínios que vão ocorrendo. Para além dos vampiros, a escritora apresenta também, nesta obra, os metamorfos, pessoas que, nas noites de lua cheia, se transformam no último animal que tiverem visto. Os metamorfos também conseguem transformar-se noutras alturas mas é um processo mais difícil e demorado pois não é espontâneo como nas noites de lua cheia.
Os fãs podem sempre espreitar o blog da série, aqui!
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