“Com esta narrativa, Dickens inventou o moderno espírito natalício e ofereceu-nos uma das mais inspiradoras e recriadas histórias de sempre. As suas personagens, Scrooge, o pequeno Tim e os Três Fantasmas do Natal (Passado, Presente e Futuro), são nos dias de hoje ícones do verdadeiro significado do Natal”.
Quando me apercebi que este conto ia ser adaptado ao cinema e ao teatro nem pensei duas vezes: próxima leitura!
Já conhecia o Sr. Scrooge pois é muito referido em filmes, livros, etc. mas não fazia ideia de qual era a origem desta personagem! E fiquei admirada quando comecei a ler o conto, tendo logo, no primeiro parágrafo, várias referências a ele. Depois em conversa com a Reader (a escritora Catarina Coelho) soube que tinha sido Charles Dickens o criador do Sr. Scrooge!
“Um Cântico de Natal” conta a história de um homem amargo, avarento, solitário e de mal com a vida, o Sr. Scrooge, que na véspera de Natal é visitado pelo fantasma de Marley, o ex-sócio dele, que morreu há sete anos atrás. Marley aparece-lhe acorrentado e explica-lhe que está preso pela corrente que forjou ao longo da sua vida. E que ao contrário dele, e apesar de Scrooge caminhar na mesma direcção, ainda tem uma oportunidade de se redimir. Marley conta-lhe que nas próximas noites, Scrooge irá ser visitado por três espíritos, que será esta a sua última esperança.
O conto apesar de único, é pequeno e bastante simples, o que faz com que não me possa alongar muito, não quero contar como se desenrola o aparecimento dos fantasmas e muito menos o final do Sr. Scrooge!
Mas espera-vos uma leitura inesquecível, um conto brilhante e com um toque especial ao caminharmos para o Natal!
Fico contente por saber que consigo causar essa vontade ou curiosidade! Não te vais arrepender, além disso é um conto pequeno, até dá para ler quando não temos tanto tempo disponível!
Um Cântico de Natal. Um conto pequeno em linhas, em páginas e em folhas mas, grande no sentimento que consegue proporcionar ao ler a história de uma pessoa amargada pelas circunstâncias de uma infância, de uma juventude, de uma vida solitária. É a história de uma pessoa que perdera o sabor quentinho do calor adocicado do bolinho do natal, em conjunto com alguém, alguém especial! Uma pessoa carente em sentimentos familiares, carente em pessoas que o acarinhem psicologicamente com os melhores pensamentos desta época tão especial. O sr. Scrooge só necessitava de uma pequena faísca, faísca que desse a ignição ao calor proveniente de uma lareira esquecida e perdida pelo abandono do tempo...
O natal é demasiado especial para deixar-se perder nas brumas de uma vida solitária e amarga. É sem dúvida um livro que aconselho a ler.