Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

Guerra é Guerra

Autor: (Major) Miguel Costa Barreto

Editora: A Esfera dos Livros

Ano de Edição: 2010

ISBN: 9-789896-262143

N.º Pág.: 261

 

 

 

Devo começar por dizer que, antes de ler este livro, não nutria grande apreço por forças de segurança. Até hoje só tenho razões de queixa e há muito que tinha passado a ignorar a existência desta “gente”. Para além disso, muito menos compreendia a presença de tropas portuguesas em qualquer local de conflito - não achava que lá fossem fazer grande coisa comparativamente a tropas de outros países…

 

 Mas “Guerra é Guerra” foi uma enorme surpresa!

 

O autor descreve diferentes situações, desde a preparação das tropas para a missão, acontecimentos inesperados que ocorreram desde o dia de partida para o Iraque - um atentado num quartel, em Nassíria, para onde o contigente da GNR portuguesa iria partir -, quando chegaram ao Kuwait – o avião que iria levá-los até Nassíria, transportava os mortos e feridos no atentado do dia anterior, foi substituído por simples autocarros – e o rapto dos jornalistas portugueses (Carlos Raleiras, enviado da TSF, tinha sido raptado e Maria João Ruela, da SIC, tinha sido baleada por uma kalashnikov).

 

Bastam dois dias, o da partida e da chegada para qualquer leitor perceber que todos os planos traçados em Portugal podiam, num segundo, desabar e que a capacidade de “desenrascanço” dos portugueses revela-se, aqui, numa enorme qualidade.

 

Em paralelo com a missão, o autor vai também partilhando momentos da sua vida. Para além de Major, Miguel Costa Barreto é filho, marido e pai. As saudades da família são uma constante assim como a preocupação com as notícias que chegariam a Portugal e que deixariam a sua família em desespero. Foram vários os momentos em que senti o medo de Miguel Barreto por poder não voltar a casa e conhecer o seu segundo filho.

 

A minha parte preferida do livro foi o capítulo dedicado à ajuda humanitária. O apoio à reconstrução de uma escola, a visita ao hospital pediátrico onde a entrega de medicamentos e soros contra venenos é um ocasional evento e o episódio no qual uma criança é salva por um kit de primeiros-socorros são momentos tocantes deste livro. A escrita do Major Miguel Costa Barreto não se cinge a uma descrição objectiva, é sim um relato espontâneo e carregado de emoções. Li-o num ápice!

 

 

Resta agradecer ao Major Miguel Costa Barreto este livro que, amavelmente, me ofereceu.

 

Be.

 

publicado por Sara às 17:52

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