Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Sem Sangue

Após concluir a minha última leitura não sabia bem que livro escolher. Queria algo diferente, mesmo em género literário, para fazer um “corte”. Tenho necessidade disso. Nunca leio dois livros do mesmo autor de seguida mas quando compro livros acabo por escolher, quase sempre, dentro do mesmo estilo. A tarefa ontem estava a ser complicada.

Lembrei-me dos livros que tinha obtido numa das colecções da revista Sábado. Adoro este tipo de colecções, seja de que revista for, porque para além de obtermos livros a preços excepcionais, acabamos por conhecer vários escritores que de outra forma, provavelmente, não nos chegaria às mãos.
 
Escolhi então “Sem Sangue” de Alessandro Baricco, que pela sinopse prometia algo de muito diferente em relação a tudo o que já li até hoje.
 
“Quando os seus inimigos finalmente o encontram, Manuel Roca obriga Nina, a sua filha pequena, a meter-se num esconderijo debaixo de um alçapão na despensa, a partir do qual testemunhará o assassinato do seu pai e do seu irmão. Após a matança, Tito, um dos assassinos, encontra o esconderijo de Nina, mas, apiedado da inocência da criança, não diz nada aos seus cúmplices. Décadas mais tarde, Nina é uma intrigante mulher que passeia pela rua quando encontra um já idoso Tito a vender lotaria. Este encontro revelará até que ponto a traumática experiência da sua infância marcou ambas as personagens, e se serão alguma vez capazes de a superar”
 
Sempre tive inveja das pessoas que contam que depois de pegarem num livro tiveram de o ler até ao fim, mesmo que isso implicasse as horas de sono. Claro que já li obras que me roubaram umas horas à noite mas nunca senti essa necessidade de ter de terminar o livro de uma vez, na ânsia de descobrir toda a história.
 
Agora posso dar-me por feliz – aconteceu!
 
A obra revelou-se num thriller, que se divide em duas partes, começando pelo assassínio do pai e irmão de Nina, com uma descrição de como tudo se processou. A chegada dos assassinos, a estratégia de Manuel Roca para defender a sua família quando os viu chegar, as rajadas de metralhadoras de cortar o fôlego e a entrada deles na casa de Manuel.
 
Não é, no entanto, uma simples história sobre um assalto. Os assassinos tinham sede de vingança, vinham ajustar contas por um passado bem recente e acreditavam mesmo que a morte de Manuel era necessária para um mundo melhor, como Tito justificou: “não se pode semear sem antes lavrar primeiro”.
 
Na segunda parte, dá-se o encontro entre Tito e Nina e a história torna-se ainda mais interessante, sendo Tito a revelar toda a vida de Nina, que nunca perdeu de vista. O que acontece neste encontro, o que é revelado, torna-se tão empolgante que foi impossível deixar o livro para terminar em outro dia! O fim… bem o fim também foi bastante perturbante!
 
A não perder!
 
 
sinto-me:
publicado por Sara às 12:48

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1 comentário:
De imagination walks a 18 de Outubro de 2010 às 21:09
Parece-me bem. :)

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