Sábado, 22 de Janeiro de 2011

Errar é Divino

 

 

Autor: Marie Phillips

Editora: Editorial Presença

Ano de Edição: 2009

Título Original: Gods Behaving Badly

Tradução: Ana Mendes Lopes

ISBN: 978-972-23-4251-3

N.º Pág.: 281

 

 

“Se os deuses são imortais, onde será que vivem e o que será que fazem em pleno século XXI?

A resposta poderá surpreendê-lo. Sim, os deuses do Olimpo estão vivos, mas, como os seus poderes já não são o que eram porque já ninguém os venera, o seu dia-a-dia é muito pouco lisonjeiro. Forçados a coabitar numa casa decrépita em Londres há já vários séculos, vêem-se também obrigados a dedicar-se a ocupações terrivelmente mundanas: Artemisa passeia cães, Dionísio é DJ numa discoteca, Afrodite atende chamadas eróticas e Apolo trabalho como apresentador de televisão. Mas por causa de uma briga entre estes dois últimos, nada vai voltar a ser como dantes. Afrodite pede a Eros que dispare uma das suas setas contra Apolo para se vingar dele… e o caos instala-se. Apolo apaixona-se por uma mera mortal e, quando os dois mundos chocam, as consequências são hilariantes.”

 

Este foi um dos livros que mais me decepcionou em 2010. Antes de o comprar, li o excerto que estava disponível na internet e achei-o muito engraçado, pareceu-me ser um livro com um início original, de leitura simples e a autora dava-lhe ainda um toque de humor que me agradava. Fiquei muito curiosa e mal podia esperar para tê-lo nas mãos!

 

O livro chegou. Parei as minhas leituras para descobrir um grande fiasco. Dá ideia que a autora definiu o início e final do livro e limitou-se a “encher chouriços” no entretanto. Como disse atrás, adorei o início do livro mas logo se transforma numa leitura aborrecida e em busca daquilo que prendeu, inicialmente, a atenção e que despertou curiosidade. As cenas de sexo, no meu entender, foram uma tentativa desastrosa de prender o leitor e caiem mesmo na “badalhoquice”.

 

Ainda pensei… se calhar com a expectativa criada acabei por ser exigente quando era suposto ser apenas uma leitura leve e despreocupada. Emprestei-o então a duas pessoas bastante diferentes. O primeiro não passou do 2º capítulo, o segundo leu-o e achou-o fraco com excepção à ideia base do livro e ao início e fim do livro… tal como eu.

 

Um livro que ficou muito aquém das minhas expectativas e antes tivesse perdido o meu tempo e dinheiro em outras leituras.

 

Nota:1/10

 

 

publicado por Sara às 11:38

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3 comentários:
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 18 de Fevereiro de 2011 às 10:04
Não podia concordar mais com a crítica deste livro! Li-o no início de 2010 e foi, tal como para Be., a minha grande desilusão do ano, da dédaca, enfim, uma autêntica perda de tempo!
Lamento, não só, os euros que gastei mas também e principalmente o tempo que perdi, quando há tantos livros interessantes que sei que não vou ter oportunidade de ler nem que chegue aos 100 anos! 

Na altura em que li este livro era moderador num forum (que, actualmente, já não existe) e, lá, escrevi um artigo sobre este fiasco. Dei-lhe o título de "Errar é Aborrecido" e aproveito para partilhá-lo aqui:

É com frequência que encontro críticas abonatórias sobre livros que tenham sido publicados recentemente.
O Carlos Manuel vem, com este tópico, contrariar essa tendência.
Refiro-me ao livro «Errar é Divino», de Marie Phillips, editado há poucos meses pela Presença.
Este, revela-se, desde o início, básico, monótono, demasiado descritivo (ideias simples são explicadas ao detalhe) e, arrisco-me a escrever, até aborrecido.
Comprei-o depois de ser seduzido pelo título e contra-capa, numa altura de disposição mais cinzenta e na tentativa vã de encontrar um remédio para esse meu "mau-humor".
A minha "auto-prescrição literária" acabou por ter um efeito contrário ao esperado e, para mim, os pequenos momentos de leitura que defino como prazenteiros, passaram a ser quase que uma obrigação para mim. Só não desisti do "Errar é Humano" para justificar o meu dinheiro mal empregue e, principalmente, porque até ao final mantive uma esperança teimosa de que ainda me pudesse vir a surpreender pela positiva.
Para concluir esta partilha da minha experiência, creio que o melhor ensinamento que posso tirar, é que o conteúdo não se ajusta à "embalagem" exterior. Quase como dizer que "quem vê caras não vê corações".
Aqui está a carinha laroca que me enganou:
(imagem da capa do livro)


 
De Sara a 18 de Fevereiro de 2011 às 18:23
Obrigada pelo seu comentário! È sempre bom saber que está aí alguém desse lado.

Quanto ao livro, não poderia dizer melhor!
Boas Leituras!
De LA a 21 de Fevereiro de 2011 às 22:08
Também partilho da mesma ideia sobre este livro. Na minha opinião este livro prometia muito no inicio,  apesar dos termos vulgares e da tentativa de prender o leitor com momentos de cariz sexual que se foram banalizando ao longo do livro. Penso que a escritora teve falta de inspiração para continuar uma história que descambou para um deserto sem nunca aparecer um oasis. Quanto muito teve um cato no fim para matar a "sede" por bons momentos literários...
Em suma: Boa história no geral com uma má concretização a nível do seu desenvolvimento.

Aqui deixo uma sugestão: Se for resumido em poucos parágrafos pode dar uma boa história para contar à volta de uma fogueira com amigos, mas não se esqueçam da bolinha no canto superior direito :)

Nota: 1 e três quartos em 10 lol

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