Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Rebeca

Rebeca é um romance de Daphne du Maurier que a tornou, com a sua publicação, uma das escritoras mais populares de então. E ainda hoje, este romance é considerado como uma das suas melhores obras.
 
A obra começa com a descrição de um sonho que a narradora - cujo nome nunca é revelado, sabemos apenas ser um nome pouco comum - acabou de ter referente a uma casa em Inglaterra na qual viveu, Manderley. E a partir daqui dá-se uma analepse até à altura em que era recém-saída do colégio e dama de companhia de Mrs. Van Hopper, mulher que forçava o convívio com todas as pessoas cujo nome aparecesse nas revistas sociais.
Enquanto dama de companhia, a narradora sente-se apenas uma criança e este sentimento mantém-se durante bastante tempo, deseja ser mais velha, ser vista de forma diferente, anseios motivados pela sua constante convicção de ser incapaz de se integrar em círculos sociais e de ser aprovada como esposa de alguém bastante rico e importante.
 
A obra percorre a vida da narradora desde a sua suposta aprendizagem junto de Mrs. Van Hopper até ao momento actual que é apresentado no início da leitura, é um relembrar da sua vida desde os tempos de criança até mulher. Desenrolar esse, viciante.
 
Rebeca é o nome da mulher que a atormenta permanentemente, que a persegue por todos os cantos da casa, por todos os seus passeios no jardim. E não será apenas Rebeca a atemorizar os seus dias mas também a que mais lhe é fiel, Mrs. Danvers, criatura que se mostra intimidadora e cruel desde o primeiro momento.
 
A obra é muito rica não só na forma de escrita de Daphne du Maurier com passagens deliciosas de descrições de paisagens, da casa, de objectos, das várias personagens que a personagem principal vai conhecendo como pela exploração da natureza humana e de todos os sentimentos retratados que vão desde o amor, paixão, amizade, lealdade, interesse, intriga, desespero, traição, vingança, obsessão, ódio, não sei se haverá sequer algum sentimento que não esteja incluído em toda a trama!
 
Fiquei apaixonada pela forma como a escritora se expressa e como vai tecendo a história, foi uma das minhas leituras preferidas de 2009!
 
“O terraço dominava o relvado, que se estendia até ao mar; voltando-me, pude ver a toalha prateada, muito calma sob o olhar da Lua, de uma placidez de lago que o vento não perturba.”
 
Pontuação: 9/10
 
 
Curiosidade: Durante a Segunda Guerra Mundial, os Alemães decidiram usar uma edição deste romance para formar frases a partir de palavras codificadas pelo número de página, linha e posição que tomavam na obra. Apenas não foi posto em prática pois pensavam que esta táctica tinha sido descoberta, logo comprometida. Esta curiosidade é referida no romance de Ken Follett, “A Chave de Rebeca”.
 
 
publicado por Sara às 13:17

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