.Ofertas/Passatempos
Resultados:
As três revistas desta vez foram atribuídas a três meninas! Como tive um problema técnico preciso que me ajudem!
A Decorrer:
Tenho mais uma revista "Os Meus Livros" do mês de Novembro (sem livro) para oferecer. Se quiserem participar, mandem-me um mail com "Passatempo" no campo Assunto. O presenteado será o primeiro a participar (podem tentar outra vez a sorte!). Os portes de envio ficam a meu cargo. Boa sorte!
Próximos:
Vou oferecer ao visitante número 10000 um livro (título ainda por escolher).
No mês de Natal, vou tentar oferecer 3 exemplares de "Um Cântico de Natal" de Charles Dickens em passatempo.
Estejam atentos ;)
.Ajuda-me a construir!
Ao visitares este meu cantinho, se tiveres também um blog sobre livros, caso ele não conste na minha lista de "Mais Leituras", agradecia imenso que me informasses do teu blog!
Obrigada pela tua ajuda! =D
Domingo, 8 de Novembro de 2009
Noite
“Este testemunho, que surge depois de tantos outros e que descreve uma abominação da qual poderíamos nós pensar já nada nos é desconhecido, é, no entanto, diferente, singular, único…
A criança que aqui nos conta a história era um dos eleitos de Deus.
A partir do momento em que a sua consciência despertara, ela só vivia para Deus, alimentada pelo Talmude, ambicionando ser iniciada na Cabala, devotada ao Eterno. Será que anteriormente já alguma vez tínhamos pensado nesta consequência de um horror menos visível, menos evidente que outra abominações, mas que, no entanto, é a pior de todas, para nós que temos fé: a morte de Deus na alma daquela criança que descobre, de uma assentada, o mal absoluto?”
Ler esta obra foi um verdadeiro desafio pessoal. Elie Wiesel leva-nos, pessoalmente, até aos campos de concentração. Começa por ser despejado de casa com a sua família, acompanhado por todo o bairro e empilhado, tal como de sacos de batata se tratassem, nos vagões do comboio que os levam para o primeiro campo de concentração, Auschwitz - Birkenau. Pelos olhos de Elie, à chegada, visualizamos as chamas a saírem das chaminés dos crematórios, sentimos o cheiro a carne humana queimada… Pouco depois, assistimos à descarga de bebés num buraco e às chamas a consumi-los.
Com o testemunho de que os bebés eram lançados ao ar para mira de metralhadoras, fechei o livro e não peguei nele por uns dias. Pensei que não era capaz de continuar a leitura, não era capaz de criar uma barreira emocional a toda a crueldade que nos vai abruptamente assolando, muito menos ainda quando se tratam de bebés.
Ao longo da leitura, vamos reflectindo sobra a questão intemporal, colocado por Elie, quando tinha ainda 15 anos: Que Deus é este que assiste a toda esta crueldade sem nada fazer?
Vamos assistindo à perda de fé, de esperança, a um desespero crescente, a um “salve-se quem puder” mesmo que a pessoa ao nosso lado seja o nosso pai ou mãe. E nós próprios, no meio de tanta desgraça, vamos ganhando uma insensibilidade relativamente aos acontecimentos não tão horrorosos que vão ocorrendo mas que nos revoltaria em qualquer outro momento.
sinto-me: 
Chocada? Desolada? Frustrada?
De
Ricardo a 11 de Novembro de 2009 às 21:51
Noite, é o título deste fantástico e memorável livro. Um livro forte, de uma elevada emoção interior, ao ponto de vivermos dentro da história do autor. Uma história de esperança, amor e devoção a um Deus considerado justo e bondoso. Que se esquece dos seus filhos devotos.
O autor, apesar de sofrer uma depravação inimaginável, consegue ultrapassar todos os desgostos de uma vida desumana, destruída e tortuosa.
A sua força de viver é o seu apego a um pai que nunca o larga, que o protege sempre que pode da maldade humana, para depois morrer sozinho e abandonado pelo seu único filho. Que podia fazer este rapazinho, magro, esquelético e fraco? Era também a sua morte...
Uma história profunda, amarga e azeda.
Uma força imensa do pequeno grande autor, que nos leva a viver um pequeno pedaço da sua história de muitas, num holocausto que se pretende que nunca mais se repita.
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