Resultados: As três revistas desta vez foram atribuídas a três meninas! Como tive um problema técnico preciso que me ajudem! A Decorrer: Tenho mais uma revista "Os Meus Livros" do mês de Novembro (sem livro) para oferecer. Se quiserem participar, mandem-me um mail com "Passatempo" no campo Assunto. O presenteado será o primeiro a participar (podem tentar outra vez a sorte!). Os portes de envio ficam a meu cargo. Boa sorte! Próximos: Vou oferecer ao visitante número 10000 um livro (título ainda por escolher).
No mês de Natal, vou tentar oferecer 3 exemplares de "Um Cântico de Natal" de Charles Dickens em passatempo.
Estejam atentos ;)
.Ajuda-me a construir!
Ao visitares este meu cantinho, se tiveres também um blog sobre livros, caso ele não conste na minha lista de "Mais Leituras", agradecia imenso que me informasses do teu blog!
Obrigada pela tua ajuda! =D
Sábado, 21 de Novembro de 2009
[Resultado] Passatempo "Os Meus Livros"
Infelizmente, fiquei sem portátil e não consigo aceder aos mails que já tinha recebido. No entanto sei que são três meninas as premiadas!
Sei que se chamam:
Cláudia
Daniela
e falta-me outra menina.
Peço imensa desculpa por este problema e agradecia que voltassem a enviar e-mail as únicas pessoas que participaram e de sexo feminino porque ao ver o vosso e-mail tenho a certeza de que me recordarei quem foi.
Mandem também já com o vosso nome e morada para poder enviar-vos as revistas.
Mais uma excelente notícia! O sítio “The Book Depository” está a oferecer o download gratuito de todos os títulos que vos interessarem, entre 11000 disponíveis!
Eu não sou adepta de leituras digitais mas agora vou abrir uma grande excepção!!!
Entre os disponíveis, já fiz alguns downloads de obras de Charles Dickens, H.G. Wells, Elizabeth Gaskell, Joseph Conrad, L. Frank Baum, Henry Adams, entre outros. Mas a procura vai continuar!!!
Mais um Selinho oferecido pela Fátima (obrigada! Começo a ficar babada!).
As regras deste selo são:
·Postar o link de quem o indicou;
·Postar o Selo;
·Responder às Perguntas;
·Passar o selo a 5 ou 8 blogs perfeitinhos.
E seguem as perguntas:
·Pecado Capital: Gula, sou uma gulosa, a minha sorte é que enjoo depressa!!!
·Melhor cheiro do Mundo: esta é muito difícil… algumas flores, alguns aromas em cremes corporais, gel de duche ou perfumes, sabonetes. Basicamente, numa loja de produtos para o corpo, eu sou a “miúda” que abre todas as amostras e cheira tudo, tudinho! Ah, e eucalipto!
·Se o dinheiro não fosse problema: como idealista ou utópica que sou, mudava o mundo. A fome, a miséria acabava.
·História de infância: os domingos consecutivos, durante anos, que acordava o meu pai bem cedo para ele me dar a papa (cerelac rulls) e levar-me ao parque. Contam-me que só dizia “Papá, papa, paque”
·Habilidade como dona de casa: encontrar qualquer coisa no meio da desarrumação, conta?!
·O que não gosto de fazer em casa: cozinhar porque tem de ser e não por prazer.
·Frase preferida: Precisas é de miminhos, amor e muito carinho (dita pelo meu amor, claro!).
·Passeio para o corpo: Todos os que faço com o meu amor, após o jantar. Descemos e subimos uma avenida. Bem… às vezes termina com um gelado…
·Passeio para a alma: Sintra. Itália num futuro próximo, espero!
·O que mais me irrita: Corrupção, que descobri, recentemente, ser de proporções muito maiores que imaginava…
·Frases ou palavras que uso muito: “Mas, como é que é possível…?”, “Eu não acredito nisto…”, “Apetece-me qualquer coisa doce…”, “Tá bem, tá bem!”, …
·Palavrão mais usado: penso que seja “Porra”... é um palavrão? Deve ser…
·Vou aos arames quando: se comprometem com algo e não cumprem, prefiro que me digam logo que não podem; com a má-educação; com a arrogância.
·Talento oculto: Eu no fundo, lá no fundo, sou uma pessoa organizada! A sério!
·Não importa que seja moda, eu não usaria nunca: casaco de ganga com calças de ganga.
“Este testemunho, que surge depois de tantos outros e que descreve uma abominação da qual poderíamos nós pensar já nada nos é desconhecido, é, no entanto, diferente, singular, único…
A criança que aqui nos conta a história era um dos eleitos de Deus.
A partir do momento em que a sua consciência despertara, ela só vivia para Deus, alimentada pelo Talmude, ambicionando ser iniciada na Cabala, devotada ao Eterno. Será que anteriormente já alguma vez tínhamos pensado nesta consequência de um horror menos visível, menos evidente que outra abominações, mas que, no entanto, é a pior de todas, para nós que temos fé: a morte de Deus na alma daquela criança que descobre, de uma assentada, o mal absoluto?”
Ler esta obra foi um verdadeiro desafio pessoal. Elie Wiesel leva-nos, pessoalmente, até aos campos de concentração. Começa por ser despejado de casa com a sua família, acompanhado por todo o bairro e empilhado, tal como de sacos de batata se tratassem, nos vagões do comboio que os levam para o primeiro campo de concentração, Auschwitz - Birkenau. Pelos olhos de Elie, à chegada, visualizamos as chamas a saírem das chaminés dos crematórios, sentimos o cheiro a carne humana queimada… Pouco depois, assistimos à descarga de bebés num buraco e às chamas a consumi-los.
Com o testemunho de que os bebés eram lançados ao ar para mira de metralhadoras, fechei o livro e não peguei nele por uns dias. Pensei que não era capaz de continuar a leitura, não era capaz de criar uma barreira emocional a toda a crueldade que nos vai abruptamente assolando, muito menos ainda quando se tratam de bebés.
Ao longo da leitura, vamos reflectindo sobra a questão intemporal, colocado por Elie, quando tinha ainda 15 anos: Que Deus é este que assiste a toda esta crueldade sem nada fazer?
Vamos assistindo à perda de fé, de esperança, a um desespero crescente, a um “salve-se quem puder” mesmo que a pessoa ao nosso lado seja o nosso pai ou mãe. E nós próprios, no meio de tanta desgraça, vamos ganhando uma insensibilidade relativamente aos acontecimentos não tão horrorosos que vão ocorrendo mas que nos revoltaria em qualquer outro momento.
A Revista “Os Meus Livros” está novamente a oferecer, durante este mês, na compra da revista, alguns livros.
Até agora tenho 3 revistas (sem o livro) para oferecer mas provavelmente o número aumentará.
Se desejarem recebê-la, enviem-me um mail com “Passatempo” no campo Assunto e receberão a revista sem qualquer custo. Inicialmente pensei terminar a oferta no dia 10 de Novembro mas como o número de revistas poderá aumentar, a data muda de 10 para 20 de Novembro.
As revistas serão aleatoriamente atribuídas e só depois peço então os dados completos para poder mandá-la.
“A tranquilidade de um cruzeiro ao longo do Nilo é ensombrada pela descoberta do cadáver de Linnet Ridgeway. Ela era jovem e bela; e tinha tudo… até perder a vida! Hercule Poirot apercebe-se de que, a bordo do navio, todos os passageiros são possíveis assassinos: pelas mais diversas razões, todos tinham algo a apontar a Linnet. Mas quem terá sido levado ao acto extremo de a alvejar? Ainda que tudo aponte para a mesma pessoa, o detective cedo descobre que naquele cenário exótico nada é exactamente o que parece.”
Na mais recente Leitura Conjunta da Estante de Livros, debruçámo-nos, como já tinha referido, sobre um policial de Agatha Christie, “Morte no Nilo”.
A história começa pouco antes da viagem para o Nilo, apresentando-nos Linnet Ridgeway, uma jovem de cabelos doirados, atraente, que herdou do avô uma verdadeira fortuna e por quem Lord Windlesham está apaixonado. Linnet acaba de comprar uma grande propriedade e entretém-se a decorá-la, com a ajuda de três arquitectos, e na companhia da sua prima Joana. Entretanto Jacqueline, a sua amiga de muitos anos, pede-lhe ajuda. Jackie está noiva e muito apaixonada e pede a Linnet que arranje trabalho para o seu noivo, Simon, possibilitando assim o casamento de ambos e um futuro. Linnet ajuda a amiga mas quando lhe é apresentada a Simon, deslumbra-se e sente-se angustiada por Simon não ser seu.
Nos capítulos seguintes, são-nos apresentados praticamente todas as personagens que farão parte da viagem no Nilo, incluindo Poirot, o famoso detective, sempre duma forma muito interessante e que nos prende à história.
A morte de Linnet, na descida do Nilo, será o quebra-cabeças desta história, onde todas as personagens poderão ter um motivo para a odiar, invejar, sentir ciúmes ou mesmo para a matar. Poirot conduz-nos na sua investigação, entre muitos acontecimentos inesperados, de forma sempre sensata, inteligente mas discreta, deixando-o ao leitor a possibilidade de ir tentando adivinhar quem seria capaz de tal crime.
Pessoalmente, fiquei um pouco desiludida com o final por ser demasiado melodramático. Mas gostos são gostos! Mas não há dúvida que ler Agatha Christie é uma delicia e pode tornar-se bastante viciante!
“Com esta narrativa, Dickens inventou o moderno espírito natalício e ofereceu-nos uma das mais inspiradoras e recriadas histórias de sempre. As suas personagens, Scrooge, o pequeno Tim e os Três Fantasmas do Natal (Passado, Presente e Futuro), são nos dias de hoje ícones do verdadeiro significado do Natal”.
Quando me apercebi que este conto ia ser adaptado ao cinema e ao teatro nem pensei duas vezes: próxima leitura!
Já conhecia o Sr. Scrooge pois é muito referido em filmes, livros, etc. mas não fazia ideia de qual era a origem desta personagem! E fiquei admirada quando comecei a ler o conto, tendo logo, no primeiro parágrafo, várias referências a ele. Depois em conversa com a Reader (a escritora Catarina Coelho) soube que tinha sido Charles Dickens o criador do Sr. Scrooge!
“Um Cântico de Natal” conta a história de um homem amargo, avarento, solitário e de mal com a vida, o Sr. Scrooge, que na véspera de Natal é visitado pelo fantasma de Marley, o ex-sócio dele, que morreu há sete anos atrás. Marley aparece-lhe acorrentado e explica-lhe que está preso pela corrente que forjou ao longo da sua vida. E que ao contrário dele, e apesar de Scrooge caminhar na mesma direcção, ainda tem uma oportunidade de se redimir. Marley conta-lhe que nas próximas noites, Scrooge irá ser visitado por três espíritos, que será esta a sua última esperança.
O conto apesar de único, é pequeno e bastante simples, o que faz com que não me possa alongar muito, não quero contar como se desenrola o aparecimento dos fantasmas e muito menos o final do Sr. Scrooge!
Mas espera-vos uma leitura inesquecível, um conto brilhante e com um toque especial ao caminharmos para o Natal!
Há pouco comentei no twitter que hoje, à hora do almoço, como acabei por comer sozinha, entretive-me com a leitura do livro promocional “A Cabana” de Paul Young, início de leitura que me deixou muito curiosa!
Agora mesmo, achei engraçada a coincidência de a Porto Editora ter deixado, via twitter, a informação de que a primeira entrevista dada pelo escritor a um jornal português, o Sol, por Telma Miguel, já estava disponível on-line. Deixo-vos então a dita entrevista para os mais curiosos, como eu!:
Como é que descreve este livro?
Descrevo-o como um livro de mistério/suspense sob a forma de ‘what-if’ ( e se?). E se existe um Deus que realmente está envolvido nos pormenores da nossa vida? Como é que isso mudaria a forma como vivemos?
Porque decidiu escrevê-lo?
Fui sempre um escritor, mas nunca pensei em publicar. A minha mulher, Kim, encorajou-me a escrever algo como presente para os nossos seis filhos, com idades entre os 16 e os 19 anos. O que ela pediu foi: ‘Poderias escrever algo que reunisse as tuas ideias, porque pensas fora dos esquemas habituais?’. Por isso, para o Natal acabei o primeiro rascunho e fiz 15 cópias para a família e amigos. O livro cumpriu o seu objectivo e voltei aos meus três empregos.
Que mensagem quis passar aos seus filhos?
Quis fazê-lo através de uma história, porque acho que as nossas história dizem muito sobre o que nos vai no coração. Quis abrir o coração aos meus filhos. O livro contém muitas das questões com que me deparei à medida que fui crescendo, questões sobre Deus, a dor e o sofrimento, sobre a nossa grande tristeza e o processo de cura. Quis que os meus filhos se apaixonassem pelo Deus que eu encontrei; Pai, Filho e Espírito Santo que seguem cada ser humano com infindável ternura e amor e que nos convidam para uma relação que nos cura.
Isso ajudou-o a lidar com os fantasmas da sua própria vida e do seu passado?
Já tinha lidado com esses fantasmas muito antes de me sentar a escrever esta história … por isso a história é uma expressão da cura e não tanto parte de um processo de cura. Descobri que o livro tem ajudado muita gente a abrir-se às pessoas que amam e a lidar com a sua própria grande tristeza. Por isso estou muito agradecido.
Há quem lhe chame uma novela cristã. Tinha um objectivo religioso? É uma tentativa de evangelizar?
De maneira nenhuma. Se eu tenho algum tipo de objectivo religioso, é o de expor a religião como uma tentativa de controlar a vida dos outros. É melhor que eu defina ‘religião’. Religião é qualquer tentativa de agradar a Deus, quer através das motivações da vergonha ou do medo. Acredito que todas as religiões sejam, fundamentalmente, o mesmo, uma tentativa de através da acção agradar a Deus; são apenas a s regras e obrigações que diferem. Não acredito que Jesus tenha vindo para criar uma nova religião para competir no mercado das religiões, mas para destruir a ideologia religiosa introduzindo o relacionamento. Quando entramos numa relação, perdemos controle e embarcamos num mistério … pergunte a qualquer homem casado… Também há quem lhe chame heresia.
O que pensa disso?
Ainda acredito que Jesus cura pessoas no Sabbath. Lembremo-nos que ao ter feito isso Jesus enfureceu a elite religiosa. A ideia de que Deus é amoroso, misericordioso e que procura relações pessoais … gera tanta fúria agora como no tempo de Jesus. Sinto-me seguro de que esta história está assente na teologia ortodoxa, apenas usa uma imagética que muitas vezes está fora da ‘caixa’ em que as pessoas colocam Deus.
É um livro demasiado controverso para cristãos e demasiado católico para leigos?
Para alguns isso será certamente verdade, mas para a maioria a história não é sobre cristãos contra leigos, de forma nenhuma. É sobre a vida, dor, perda, Deus .. questões que interessam a qualquer ser humano. A própria categorização de cristãos versus leigos cria um tom religioso, desnecessário na minha opinião. Quando as pessoas me interrogam se sou cristão, pergunto-lhes: o que acha que é um cristão e eu digo-lhe se sou um deles. Não me importo de ser chamado cristão desde que concorde com a definição. E na maioria das vezes não concordo. Sou um seguidor de Jesus, é certo, mas não sou uma pessoa religiosa. A religião nunca irá curar-nos, só o relacionamento o fará. Toda a vida, para mim, é agora sagrada.
Qual é o significado do título e o uso da cabana como cenário?
A cabana é uma metáfora para a alma/coração do ser humano. É a casa que as pessoas nos ajudam a construir à medida que crescemos. Mas muitos de nós, eu incluído, não recebemos grande ajuda, por isso as nossas almas estão arruinadas (como uma cabana), estão repletas dos nossos vícios e é onde escondemos os nossos segredos. É um sítio onde não queremos deixar ninguém entrar.
Qual o interesse de apresentar Deus como uma mulher africana?
Para ultrapassar os estereótipos, as várias ‘caixas’ em que enfiámos Deus. A Imagética, nas Escrituras, nunca foi feita para ‘definir’ Deus, mas mais para nos fazer entender a natureza e carácter de Deus. Deus é descrito como uma rocha, uma fortaleza, uma águia, uma galinha. Isto não quer dizer que Deus tenha penas. Deus é definido como ‘Pai’, não para o definir como do sexo masculino, mas para nos fazer entender a natureza e o carácter deste Deus que nos ama como seus filhos. Mas muitos de nós foram tão magoados pelos seus próprios pais que imaginar Deus como uma mulher (uma mãe) permite-nos querer correr para o seu colo.
Esperava tornar-se um fenómeno? O que acha disso?
Nunca tal me ocorreu. Apenas escrevi para os meus seis filhos, como um presente. Para mim tudo o que acontece é uma dádiva de Deus, uma manifestação da sua graça e misericórdia. Estou cheio de gratidão por fazer parte de algo que está a tocar o coração de milhões de pessoas e desta forma mudar o mundo para melhor. Sinto-me esmagado.
Tanto a página do jornal Sol de onde a entrevista foi retirada como o contacto da pessoa que entrevistou o autor, estão disponíveis no início deste post, na forma de link.
"Os Homens que Odeiam as Mulheres" foi uma das leituras mais completas e intrigantes com que me deliciei, compulsivamente, até hoje.
“O jornalista de economia Mikael Blomkvist precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro Hans-Erik Wennerström e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millenium.
Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. Henrik Vanger, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer.
Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem Lisbeth Salander. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção.
Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.”
Quanto ao género policial, li alguns de Agatha Christie, a Rainha do Crime, que adoro, e o “Talentoso Mr. Ripley” de Patrícia Highsmith.
“Os Homens que Odeiam as Mulheres” é muito mais que um policial. A história não se limita a explorar o mistério por desvendar. O leitor segue, principalmente, duas vidas, a dos investigadores, Mikael e Lisbeth, inicialmente em paralelo e depois a ligação especial que se cria entre eles.
A escrita é simples mas inebriante, os pormenores que vão sendo revelados acerca das personagens, do presente ou passado, constroem mais que uma personagem, uma pessoa real.
Sofremos com os acontecimentos, debruçamo-nos nas suas investigações, tal como se fossemos um deles. Rezamos para que nada de mal lhes aconteça e quando isso se dá, ansiamos pela sua segurança.
De uma coisa é certa: vivemos com este livro!
Quanto à adaptação ao cinema, já fui vê-la e adorei!
Este ano foi laureada Herta Müller com o Prémio Nobel da Literatura.
Herta Müller nasceu a 17 de Agosto de 1953, na Roménia, filha de um pai que serviu na Wafen SS e uma mãe que viveu num campo de concentração, na União Soviética, após a II Guerra Mundial. Mais tarde, teve de se refugiar na Alemanha por não colaborar com o regime secreto comunista da polícia da Roménia, a Securitate.
O seu primeiro livro, intitulado “Terras Baixas” foi publicado numa versão censurada, em 1982, na Alemanha.
Neste momento, vive em Berlim e acaba de ser a 12ª mulher distinguida pelo Prémio Nobel da Literatura.
Em Portugal existem apenas dois livros traduzidos desta escritora: “O Homem é um Grande Faisão sobre a Terra” e “A Terra das Ameixas Verdes”.
Para mais detalhes podem, por exemplo, ler a notícia que saiu no Expresso.